quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Analisar a patinação no gelo

Vancouver - 2010
Patinação no gelo feminina, percurso curto.
As patinadoras executam os movimentos com tanta leveza, que parece que é fácil.
Vendo, vôo nos seus pés, em seus braços, cabeça, sorriso, mente...
Perscruto. O que será que ela pensa neste momento da apresentação, será que ela pensa?
Ou apenas se lança no ritmo da música e da coreografia, já tão ensaiada que me parece que não ande sobre os pés, mas sempre patine, deslizando sobre o gelo. Será que é tão fácil assim?
Não, não, ao concluir a coreografia um sorriso revela o alívio de um: eu consegui!!
Se fosse fácil, esse grito não viria em seu olhar.
Não, definitivamente não é fácil. Controlar o próprio corpo daquele jeito com certeza não é fácil.
Exercer o controle da mente sobre o corpo para realizar movimentos tão leves que parecem ser naturais não é tarefa fácil.
Controlar o corpo com a mente, controlar o sensível com a razão.
Parece simples, mas não é.
Apesar disso, algumas pessoas conseguem, como essas meninas. E por isso merecem ouro, prata, bronze, nosso respeito e aplausos!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Compreender a dislexia

d b q p
lateralidade

Letras para alguns, para outros apenas um círculo onde ora um risco lateral está na direita abaixo ou acima, ora está na esquerda acima ou abaixo.
Para aqueles que estão conformados com a representação gráfica dos sons, nada mais natural do que escrever ou ler, mas para aqueles que não conseguem achar nenhuma conexão entre os sons e a grafia, isto se torna um suplício.
Antes eu não conseguia entender como pessoas tão capacitadas em outras áreas podiam ter dificuldades em uma coisa tão simples.
Agora não só compreendo como acho que a grande massa que entende e aceita a grafia é pouco questionadora, pois se muito fosse, também não concordaria que um determinado som é tal letra e sim que isso não passa de uma convenção humana, pois nenhum som é letra e sim as criamos para representá-los, o que não é um processo natural, e está longe de ser.
Com as letras representamos sons e com as palavras tentamos expressar nossos sentimentos...
Seria possível ignorar um sentimento por causa da grafia errada? Como um: eu te aboro!
Não consigo. Prefiro descobrir o que é aborar do que ignorar este esforço de expressar sentimentos em palavras.
Que ao meu ver são sempre poucas para explicar as coisas mais profundas da alma.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Esforço sistemático

De filmes, músicas, livros, paisagens, etc. eu absorvo alguma informação, algum exemplo, alguma explicação.
No filme Karatê Kid I, o professor de karatê quando começa a ensinar ao seu aluno, o coloca para fazer algumas tarefas que parecem que não têm nada a ver com karatê, lembra? Pinte a cerca, com a mão direita de cima para baixo e com a esquerda de baixo para cima, mexa com o pulso... Depois lixe o assoalho e encere o carro!!! Quem aguentaria? Para que eu estou fazendo isso? Eu quero é lutar karatê!!
É verdade, ao fazermos um esforço sistemático para alcançarmos um objetivo, às vezes nos perdemos por causa do esforço que leva o objetivo para um ponto inatingível.
Por exemplo: faço ginástica, consigo o tônus ou elasticidade desejados, mas não posso parar de fazer a ginástica, senão tudo volta a estaca zero!!
O objetivo tem que ser de grande importância, tem que trazer muito sentido, ter muito valor, para não ser abandonado no primeiro obstáculo, na primeira dor, ou por ignorância do que este esforço vai alcançar.
Jamais imaginaria que alguém pintando uma cerca, lixando o chão e encerando um carro poderia estar preparado para lutar karatê.
Algumas práticas nos levam a estar preparados, mas se o Mestre fosse ficar explicando o resultado, levaria provavelmente todo o tempo que temos para praticá-las, então devido a autoridade do Mestre, o inteligente é obedecer.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Buscando quem entenda o que penso

Tenho uma necessidade muito grande de falar sobre o que penso (ou escrever).
Conversando com um amigo, ele me perguntou se eu conhecia a poetisa Adélia Prado, e eu disse que não, então meu amigo copiou para mim uma entrevista dela, a qual ouvi hoje.

Para ouvir segue os links abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=sisSlTXY6bM
http://www.sempreumpapo.com.br/audiovideo/player.php?id=127

Ela fala da necessidade da Beleza. E a parte que mais gostei é quando ela diz:

"Admirar-se do extraordinário qualquer um (...) se admira, admirar-se do natural, só quem está cheio do Espírito Santo"
Obrigada Marcelo pela gravação!

Admirar as estrelas

Hoje estava caminhando pela rua e quando olhei para cima vi as velhas amigas estrelas, brilhando, cintilando no céu.
Tenho vontade de parar e olhar até o meu olhar tocá-las.
Vontade de estar no interior, onde não há toda essa luz, para poder ver as estrelas brilhando com hegemonia, concorrendo somente com a luz da lua.
Lá a gente vê a luz da lua tocando o chão, dá para ver até a nossa sombra.
Minha surpresa foi tanta ao ver minha sombra que achei que fosse minha imaginação, e urbana que sou, procurei de que poste vinha aquela luz, não acreditava que fosse da lua.


O céu de hoje me fez lembrar dessa noite, desse luar.

Lembro também a primeira vez que fui ao planetário... Decidi ser ser astrônoma... E as pessoas achavam coisa de maluco ou confundiam com astrologia, então, não estudei.

Mas sempre admirei as estrelas...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mais uma vez a Beleza, ou o Belo.

Em Confissões de santo Agostinho, que ainda estou lendo:

"..., porque as belezas que passam da alma para as mãos do artista procedem daquela Beleza que está acima das nossas almas e pela qual a minha alma suspira de dia e de noite.
.....Mas os artistas e amadores destas belezas externas tiram desta suma beleza apenas o critério para as apreciarem. Só não aprendem a regra para as usar bem!"

Não só a beleza criada pelo homem artisticamente, como também toda beleza natural, provem daquela Beleza e tem como objetivo nos fazer alcança-la, mas quando se torna meramente objeto de apreciação estética perde sua finalidade original.
Existem muitos meios para sermos homens homens, mas também os que nos podem tornar homens pedras.
É necessário discernir (o) Bem.