No diálogo O Banquete de Platão:
"

- Caro Alcibíades, é bem provável que realmente não sejas um vulgar, se chega a ser verdade a que dizes a meu respeito, e
se há em mim algum poder pelo qual tu te poderias tornar melhor; sim,
uma irresistível beleza verias em mim, e totalmente diferente da formosura que há em ti. Se então, ao contemplá-la, tentas compartilhá-la comigo e
trocar beleza por beleza, não é em pouco que pensas me levar vantagens, mas ao contrário, em lugar da aparência é a realidade do que é belo que tentas adquirir, e realmente é “
ouro por cobre” que pensas trocar. No entanto, ditoso amigo, examina melhor; não te passe despercebido que
nada sou.
Em verdade, a visão do pensamento começa a enxergar com agudeza quando a dos olhos tende a perder sua força; tu porém estás ainda longe disso."
A visão do pensamento, feche os olhos... Com os olhos abertos muito pouco pode ser visto.
Feche os olhos, abra as asas como as gaivotas...
Respire fundo, sinta a vida escorrendo, se esvaindo...
Abra os olhos da alma e contemple o que nenhuma aparência e nenhuma palavra pode traduzir.