sexta-feira, 26 de novembro de 2010

I Simpósio Internacional "AS DOUTRINAS NÃO ESCRITAS DE PLATÃO"


Eu participei, durante estes últimos três dias, deste evento.
Foi muito enriquecedor. Após as apresentações houve debates, e  nestes, com as perguntas de diversos participantes, colocamos em prática o diálogo estimulado pelos escritos de Platão.
Aprendemos com a palavra oral, para além da palavra escrita.
Quando estudei "O Banquete" para apresentação em seminário, a introdução deste diálogo me deixou intrigada.
Como um diálogo de Platão começa com dois personagens comentando sobre o banquete como um acontecimento distante, e não vai direto à narrativa do banquete?
Este é um recurso utilizado para mostrar o valor do ensinamento oral, o qual Platão considera superior a escrita. E também, que a escrita tira do homem a possibilidade do exercício da memória.
Ao ler Platão podemos ficar na primeira navegação, aquela em que os ventos inflam as velas e impulsionam o barco, não fazemos muito esforço, talvez fiquemos apenas nas aparências ou no mundo sensível. Mas com o esforço dos remos, ou segunda navegação, podemos ir mais longe, sair das aparências e começar a alcançar o inteligível.

domingo, 21 de novembro de 2010

Estudando

É, estou estudando, este já é o sexto semestre que curso, não necessariamente sexto período, se o fosse estaria concluindo, me formando, mas não estou.
Optei por deixar algumas disciplinas para depois, comecei no São Bento, fui para o Bennett, voltei.
Foi uma boa experiência. Não fiquei limitada ao conhecimento de uma só metodologia de ensino.
Conheci outra metodologia, outro ambiente, outros professores e amigos.
Voltei, e comigo vieram muitos amigos, pois seguimos a filosofia, e no Bennett não teria mais.
Hoje vejo como aprendi e o quanto ainda falta, mas não me intimido e nem tenho a pretensão do todo.
Ainda faltam dois anos, e já sinto saudades... Mas parar de estudar, nunca mais.