Foi muito enriquecedor. Após as apresentações houve debates, e nestes, com as perguntas de diversos participantes, colocamos em prática o diálogo estimulado pelos escritos de Platão.
Aprendemos com a palavra oral, para além da palavra escrita.
Quando estudei "O Banquete" para apresentação em seminário, a introdução deste diálogo me deixou intrigada.
Como um diálogo de Platão começa com dois personagens comentando sobre o banquete como um acontecimento distante, e não vai direto à narrativa do banquete?
Este é um recurso utilizado para mostrar o valor do ensinamento oral, o qual Platão considera superior a escrita. E também, que a escrita tira do homem a possibilidade do exercício da memória.
Ao ler Platão podemos ficar na primeira navegação, aquela em que os ventos inflam as velas e impulsionam o barco, não fazemos muito esforço, talvez fiquemos apenas nas aparências ou no mundo sensível. Mas com o esforço dos remos, ou segunda navegação, podemos ir mais longe, sair das aparências e começar a alcançar o inteligível.
Como um diálogo de Platão começa com dois personagens comentando sobre o banquete como um acontecimento distante, e não vai direto à narrativa do banquete?
Este é um recurso utilizado para mostrar o valor do ensinamento oral, o qual Platão considera superior a escrita. E também, que a escrita tira do homem a possibilidade do exercício da memória.
