sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011

Hoje à meia-noite (de Brasília) ele chega aqui, mas já vem chegando por aí.

Em algumas partes do mundo agora já é 2011!!

Ao amanhecer, um novo ano, mas eu prefiro dizer que:

it's just another ordinary miracle day...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Caiu a ficha!?

Estava pensando nesta expressão e no quanto, hoje, ela está distante do seu sentido original.

Atualmente, é usada, quando, após uma conversa, o interlocutor fica com “cara” de: - O que foi que você disse (dã)!?? E o locutor tenta outras explicações, explicitações e exemplificações, até que, finalmente se chega a comunicação plena, a ligação é completada, e surge o: Ah! Agora entendi!! Ao que o locutor exclama: Até que enfim caiu a ficha!!

Ficha? Que ficha??!!

Esta expressão surgiu quando o telefone particular (residencial ou comercial) era uma raridade, então o recurso usado era o telefone público, ou o popular, orelhão. Quem já usou sabe o quanto era difícil encontrar um funcionando, e sem filas. E quando se conseguia, se discava (ora, se discava!!) o número desejado, e se ouvia o tim-lim-tim da ficha caindo, quando a ligação se completava, e a comunicação iria se dar!

E isso já era uma imensa evolução tecnológica desde a invenção de Bell (ou Meucci).

Mas hoje, quando as pessoas tem não um, mas vários aparelhos celulares ao seu dispor, e até as crianças portam seu próprio smartphone, e teclando se conectam ao mundo. Onde todo esse aparato tecnológico demonstra a imperiosidade da comunicação, essa expressão já estaria defasada, não fosse a persistência da dificuldade de comunicação (entendimento) entre os que desejam se comunicar.

E então, caiu a ficha!!??

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Leituras

No próximo período estudarei Filosofia da Ciência, e resolvi conhecer antecipadamente do que se trata.
Por indicação adquiri o livro de André Steiger, Compreender a história da vida - do átomo ao pensamento humano - Ed. Paulus. Segue texto da aba do livro:

"Graças às suas aquisições, o homem de hoje pode viver e sobreviver nos gelos polares, sob o sol abrasador do equador, no fundo dos mares, ou no espaço. Mas, apesar dessa extraordinária "liberdade de movimentos", ele está biologicamente sujeito às necessidades do reino animal e às inexoráveis leis da vida: nascer, viver, morrer. Ele é dependente das necessidades e dos limites de seu corpo. Sua "liberdade física" é muito "relativa". Sem falarmos de sua sujeição aos imponderáveis sociais, financeiros e políticos, que condicionam cada vida individual. É na vida moral que a liberdade vai abrir suas asas. Nesse plano, ela se define com três palavras: "capacidade de escolher". Mas, feita a escolha, ela desaparece. Escolhido o caminho a seguir, é necessário seguí-lo até a próxima encruzilhada.
A liberdade é um estado imposto ao homem pela natureza: para exercê-lo, o homem dispõe de um instrumento, a "inteligência", e de um utensílio, a "vontade". Em outras palavras, o homem não escolhe ser livre. Ele é livre por natureza. É coagido à liberdade.
Também a liberdade tem uma filha, a "responsabilidade". Uma filha natural que não a deixa. O homem é sempre responsável pelo que escolhe com liberdade.
Mas escolhe ele sempre com liberdade? Também a ordem moral tem seus imponderáveis. Toda pessoa tem seus reflexos inconscientes, suas influências obscuras, suas falhas profundas, suas tendências secretas, que reduzem sua liberdade."

O livro faz um resumo do surgimento do mundo, dos átomos e de toda matéria existente. Demonstra a ascendência do desenvolvimento atômico, do simples para o mais complexo. Aborda este tema em vários contextos, no científico, metafísico e religioso.
E trata da grande questão, se estamos todos ao acaso ou sob uma lei, uma inteligência reguladora.
Do micro ao macrocosmo, dos quarks às mais longinquas estrelas, somos todos formados da mesma composição química, que se degenera e regenera, se agrupa e se dissolve.
E assim, surgimos nós, seres pensantes, que ao contemplar o universo, nos perguntamos: De onde vim? Para onde vou? Onde estou? Gerando diversas pesquisas, ciências e filosofias, em busca da resposta.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Martin Buber

Eu tive a oportunidade de assitir a defesa de Tese de Doutorado da enfermeira Elizabeth Crivaro, intitulada: “A mulher como protagonista da amamentação no contexto hospitalar de alta complexidade: convergências assistenciais, encontro existencial e contribuições da Enfermagem”, na qual a autora utiliza a filosofia de Martin Buber para fundamentar sua tese.
Assistindo a defesa da tese, pude comprovar como esta filosofia se adequou as relações produzidas no atendimento prestado às mulheres em fase de amamentação. Para Martin Buber a relação eu – tu é uma relação ontológica, quando o tu se apresenta ao eu, antes seria um relação eu – isso.

Na relação eu – tu há uma reciprocidade, na eu – isso, não há reciprocidade.
Há uma demonstração da prática da filosofia inserida no contexto, chamada de 4 erres: reconhecimento, revelação, repartir e repensar. Ao assistir esta defesa de tese, além de conhecer uma “novo” filósofo, vi que até na área de saúde e em nossa época atual a filosofia é necessária e usada na prática.

Exposição "Islã - Arte e Civilização"

O Centro Cultural do Banco do Brasil apresenta esta belíssima exposição,
da qual ofereço uma pequena parte, expondo um postal que ganhei.


A exposição é muito rica, e a obra acima está dentre as quais eu mais admirei, a arte feita com a escrita.
A caligrafia islãmica/árabe é artística em si, e na exposição podemos encontrar esta escrita/arte nos mais diversos materiais, como: placas, pratos, tapetes, paredes, e é claro também nos livros, como o Alcorão, que é decorado com pinturas à ouro. E a profunda religiosidade deste povo, que tal qual a escrita podemos encontrar em diversos objetos, onde são escritos louvores e orações à Deus.
Na exposição podemos apreciar também um pouco de sua música, instrumental e cantada.
Enfim, uma excelente oportunidade de conhecer esta cultura tão diferente da nossa, e tão bela.
Esta exposição estará no CCBB até dia 26 de dezembro de 2010.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Enfim, férias! De novo?

Fim de ano, ano novo, vida nova, ou tudo se repetindo novamente outra vez?

Parece um recomeço, é uma continuidade,
mas terminamos períodos e iniciamos outros.

Ao iniciarmos projetos, ou um ano, podemos dizer: a sorte está lançada. Pois projetamos, tentamos cumprir, realizar nossos planos, e no começo não sabemos o que vai acontecer, alguns projetos conseguimos cumprir, outros não. E ao chegar essa época, tão agitada com festas, não podemos nos esquecer de avaliar as realizações, ver o que conquistamos e o que ainda não conseguimos, e preparar novos objetivos a cumprir no novo período que se iniciará.

Em relação a mais este corrido ano (2010), posso mencionar a célebre frase de Júlio Cesar ao vencer diversar batalhas: Vim, vi e venci! Quero dizer, neste ano, missão cumprida.

Agora já tenho novos planos a alcançar, no próximo ano, ou quando der, neste “eterno retorno” contínuo, do qual não farei parte um dia.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Manoel de Barros - a poética do deslimite

Este é o título do livro que o meu querido professor,
e amigo de muitas conversas, Elton Luiz Leite de Souza
lançou no dia 02/12/2010, na Livraria Travessa
do Centro Cultural do Banco do Brasil.
Quando tive a oportunidade de parabenizá-lo, brindar pela realização com um bom vinho e amigos de curso, e claro, adquirir o livro.
Pelo pouco que li, posso dizer que o livro trata do plano em comum da filosofia e da poesia, o pensamento, e suas formas de expressão.
Cito uma parte dos agradecimentos: "Os bons encontros nos fazem aprender, no convívio, as lições que não estão em nenhum livro, lições estas que não auferem títulos, mas que talvez sejam as mais importantes lições a aprender."
E aproveito para agradecer ao meu professor por todas estas lições que me passou, e por ele ter sido uma tangente em minha vida.
Continuo lendo...