Estudei Filosofia na Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, na UniBennett e continuo estudando... aprendendo sempre!!! Este blog destina-se as reflexões que os estudos de FILOSOFIA e todas as outras coisas provocam em mim.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Linguagem
"De fato, pode-se perfeitamente pensar e conhecer sem linguagem e talvez, para certas interpretações, conhecer melhor. (...) As grandes descobertas parecem ser feitas independentemente da linguagem, a partir dos esquemas elaborados no cérebro." J.Ruffié
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Poesia: desconstrução do olhar
Dia desses estudando com meu filho, me deparo com o título acima, sem ler os textos comecei a explicar o que seria desconstruir o olhar.
Olhei para janela e mostrei que podemos parar no objeto ou irmos mostrando o que ele está representando para nós naquele momento. Por exemplo uma janela com grades pode nos fazer pensar que estamos presos, mas se levarmos em consideração que o olhar pode sair por entre as grades, a janela é onde contemplamos tudo que passa lá fora.
Quando li os textos do capítulo é que fiquei mais admirada... era sobre isso mesmo que eles falavam.
Um dos textos é Desobjeto de Manoel de Barros, o outro é Guardar de Antônio Cícero e o que eu mais gostei foi o A complicada arte de ver de Rubem Alves. Este último conta sobre uma paciente no psicanalista falando da mudança do seu olhar em relação à cebola, de alimento para obra de arte, ao que ele responde com um poema de Pablo Neruda, Ode à cebola. E justifica que ela não estava louca, mas que havia ganho olhos de poeta.
Não creio que seja correto dizer que os olhos do filósofo são de poeta, mas com certeza o olhar do filósofo vai além do olhar automatizado, além do olhar acostumado com a realidade.
Olhei para janela e mostrei que podemos parar no objeto ou irmos mostrando o que ele está representando para nós naquele momento. Por exemplo uma janela com grades pode nos fazer pensar que estamos presos, mas se levarmos em consideração que o olhar pode sair por entre as grades, a janela é onde contemplamos tudo que passa lá fora.
Quando li os textos do capítulo é que fiquei mais admirada... era sobre isso mesmo que eles falavam.
Um dos textos é Desobjeto de Manoel de Barros, o outro é Guardar de Antônio Cícero e o que eu mais gostei foi o A complicada arte de ver de Rubem Alves. Este último conta sobre uma paciente no psicanalista falando da mudança do seu olhar em relação à cebola, de alimento para obra de arte, ao que ele responde com um poema de Pablo Neruda, Ode à cebola. E justifica que ela não estava louca, mas que havia ganho olhos de poeta.
Não creio que seja correto dizer que os olhos do filósofo são de poeta, mas com certeza o olhar do filósofo vai além do olhar automatizado, além do olhar acostumado com a realidade.
sábado, 7 de agosto de 2010
Pocahontas - o encontro de dois mundos
Duas pessoas, um encontro. Duas vidas, duas experiências, dois mundos.
O encontro pode ser um choque cultural e permanecer junto pode se tornar impossível.
Depois de um breve encontro ambos saem com marcas e distanciam-se.
Pode também, ser a soma dessas diferenças. Um apresenta seu mundo para o outro, sem exigências e cobranças de perfeição, afinal... E vão sempre se reconhecendo e crescendo, pois seus interesses sobre o mundo são diferentes, mas seus princípios e valores são os mesmos e por isso, mesmo com tantas diferenças, um consegue estar com o outro sem a necessidade de anular e sem ser anulado.
Somam-se. Respeitam-se.
O pior encontro é quando um acha que o outro só existe para realizar seus desejos e preencher os requisitos por ele estabelecidos. Avalia o outro como se fosse um objeto. Não tem capacidade de conhecer o outro, pois não conhece a si mesmo. Então, deforma o outro e o faz acreditar que precisa da deformidade da dominação, mas depois de dominado e anulado perde sua utilidade.
Somos cada um de nós um universo, um mistério a ser desvendado... Mas nem todos sabem.
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