segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Teia - escolha ou destino?


Uma aranha tece calmamente sua teia.
Olho a teia e reflito sobre as conexões que fazemos em nossas vidas: pessoas, escolhas, caminhos...
O quanto realmente escolhemos e o quanto somos influenciados.
O quanto somos livres e o quanto somos condicionados.
O quanto nos afundamos na realidade ou mergulhamos em ilusões.
Penso nos caminhos e esquinas, em quanto cada segundo nos traz ou nos livra.  Penso no todo que pulsa, em tudo que está acontecendo agora, no que vai ser revelado e o que nunca será descoberto. Mistérios.
A teia tão fina, tão sutil, quase imperceptível abrange tudo, tudo está conectado.  Vivemos em fluxos, espirais, repetições de novidades.  A velocidade das novidades que afasta os homens e expõe o quanto ele precisa ligar-se, conectar-se através da teia, da rede.  Mas a teia é horizontal, um tipo de ligação importante, mas a ligação vertical, terra céu, não pode ser desprezada, faz parte, quiçá a mais importante, pois só quando estamos plenos podemos nos doar e só o infinito preenche o vazio.
Desejo que todo o mundo um dia possa obedecer ao fluxo da vida em sua dinâmica própria, respeitando suas fases e entendendo que somos apenas um fio que precisa do outro para escrever sua própria história.
Feliz cada dia novo!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Colação de grau

Enfim, depois de 5 anos de muita dedicação, conclui meu bacharelado em filosofia. Fechando com chave de ouro, pois em minha monografia intitulada: "A (re)integração do homem à natureza através da ética ecológica de Bergson", orientada pelo querido Prof. Dr. Carlos Frederico Gurgel Calvet da Silveira, obtive nota máxima com louvor, sendo este: "O trabalho atingiu e superou o objetivo almejado. Mostrou maturidade e originalidade de pesquisa." Fato que me encheu de alegria, satisfação e novo vigor para seguir estudando.

Depois disto a formatura, momento cheio de símbolos e rituais.
Começando pela vestimenta, passando pela hora do juramento, a colocação do capelo, o recebimento do canudo, e o anel...
Foi muito emocionante.
Ainda mais que eu fui a oradora da minha turma e o discurso foi uma oportunidade especial para expressar meu sentimento neste momento de realização, diante de meus colegas de turma, professores, familiares, amigos e todos os presentes.
Assim, completada esta fase de minha vida, começo a projetar outros objetivos e o caminho para se alcançar este Bem desejado, pois se trilhamos um bom caminho a chegada não é um fim, mas um ponto de passagem, eterna busca plena de possibilidades.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LINGUAGEM ... (privada) ?


Pensando, pensando, nasceu uma ideia.
Uma ideia primordial, primeira, original.
Está somente dentro da minha mente.
Uma ideia genial.Como nomeá-la? Não sei.
Será que alguém já experimentou a mesma coisa que eu?
Parto a procura.
Contudo ao querer comunicar a minha ideia com um neologismo ninguém compreende.
Mesmo que eu a expresse, para eles não faz sentido, porque eles não tiveram a mesma experiência que eu.
Não desisto, continuo...Não sei por que ninguém quer ouvir a minha ideia genial.
Parece que não entendem o que digo.
Não desistirei prossigo, tento agora com desenhos me expressar, mas ainda assim não sou compreendida.
Não me deterei... Não ficarei aprisionada em um discurso excludente.
Ora, o pensamento é anterior às palavras e é do pensamento que as palavras provêm.
Nem todos somos gênios que são respeitados ao se expressarem, ou tem espaço para isso.
Muitas boas e novas ideias devem estar perdidas por aí...
Nem todos somos gênios... (?)
Artistas se expressam com o movimento de sua arte.
E há os que são considerados loucos pelo que falam,
mas a loucura estará em quem fala ou na incapacidade de compreender?

Continuamos em quadrados.

(Textos livremente inspirado em Wittigenstein e sua recusa da LINGUAGEM PRIVADA, Foucault e “A ordem do discurso” e a noção de intuição e duração de Bergson)

domingo, 14 de outubro de 2012

Escrita representação dos sons


"É assim que, ao justaporem-se certas letras
de um alfabeto comum a muitas línguas, se imitará, melhor
ou pior, determinado som característico, próprio de uma
certa língua; mas nenhuma destas letras teria servido para
compor o próprio som."
Henri Bergson
Ensaios dos dados imediatos da consciência - 1889 - Edições 70 - p. 114

Isto é para aqueles que creem que representar sons, ler e escrever é um ato simples e natural.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tempo, esse vencedor!


A gente corre, corre, corre, mas ele... ele sempre vence!!

Taí, mais um ano, somando agora 45.

Lembro quando criança olhava as minhas mãos, elas eram gordinhas e tinham furinhos... (onde hoje protuberam ossos).

Chamei a minha mãe e disse que minhas mãos eram enrugadas do lado de dentro, ela sorriu carinhosamente e respondeu:

- Preocupe-se quando ficarem enrugadas do lado de fora!

Não, ainda não estão enrugadas, mas hoje compreendo que existem coisas muito mais importantes do que a simples aparência das coisas que podemos ver.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Meu cão

Agora tenho um cão, o meu primeiro.

A convivência com ele fez algo mudar.

Um novo olhar, uma nova forma de entender...

Meu cão, uma bela experiência!