sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LINGUAGEM ... (privada) ?


Pensando, pensando, nasceu uma ideia.
Uma ideia primordial, primeira, original.
Está somente dentro da minha mente.
Uma ideia genial.Como nomeá-la? Não sei.
Será que alguém já experimentou a mesma coisa que eu?
Parto a procura.
Contudo ao querer comunicar a minha ideia com um neologismo ninguém compreende.
Mesmo que eu a expresse, para eles não faz sentido, porque eles não tiveram a mesma experiência que eu.
Não desisto, continuo...Não sei por que ninguém quer ouvir a minha ideia genial.
Parece que não entendem o que digo.
Não desistirei prossigo, tento agora com desenhos me expressar, mas ainda assim não sou compreendida.
Não me deterei... Não ficarei aprisionada em um discurso excludente.
Ora, o pensamento é anterior às palavras e é do pensamento que as palavras provêm.
Nem todos somos gênios que são respeitados ao se expressarem, ou tem espaço para isso.
Muitas boas e novas ideias devem estar perdidas por aí...
Nem todos somos gênios... (?)
Artistas se expressam com o movimento de sua arte.
E há os que são considerados loucos pelo que falam,
mas a loucura estará em quem fala ou na incapacidade de compreender?

Continuamos em quadrados.

(Textos livremente inspirado em Wittigenstein e sua recusa da LINGUAGEM PRIVADA, Foucault e “A ordem do discurso” e a noção de intuição e duração de Bergson)

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