Todos desejam os prazeres, ninguém quer dor.
Desejam o prazer não importa de onde vem.
Não desejam a coisa, o bem, mas só o prazer.
O fim é o prazer, não importa o que o provoque.
Não se deseja um bem como fim.
Mas o prazer que este proporciona.
Tantas coisas dão prazer e alienam.
A inteligência fica ao longe observando.
Vê o homem decair ao nível animal.
Cujo fim é sentir prazer e não dor.
São Tomás de Aquino responde assim:
Todos desejam os prazeres do mesmo modo por que desejam o bem;
e contudo desejam o prazer em razão do bem, e não inversamente...
Donde não se segue que o prazer seja o bem máximo e em si mesmo;
mas que cada prazer resulta de um bem e que algum prazer resulta do bem máximo e em si.
(IV Sent., dist. XLIV. q. 1 a . 3, q ª 4, ad 3, 4; III Cont. Gent., cap. XXVII, XXXIII; I Ethic., lect. V).

