segunda-feira, 13 de junho de 2011

Prazer - fim último do homem?

Todos desejam os prazeres, ninguém quer dor.
Desejam o prazer não importa de onde vem.
Não desejam a coisa, o bem, mas só o prazer.
O fim é o prazer, não importa o que o provoque.
Não se deseja um bem como fim.
Mas o prazer que este proporciona.
Tantas coisas dão prazer e alienam.
A inteligência fica ao longe observando.
Vê o homem decair ao nível animal.
Cujo fim é sentir prazer e não dor.

São Tomás de Aquino responde assim:

Todos desejam os prazeres do mesmo modo por que desejam o bem;
e contudo desejam o prazer em razão do bem, e não inversamente...
Donde não se segue que o prazer seja o bem máximo e em si mesmo;
mas que cada prazer resulta de um bem e que algum prazer resulta do bem máximo e em si.

(IV Sent., dist. XLIV. q. 1 a . 3, q ª 4, ad 3, 4; III Cont. Gent., cap. XXVII, XXXIII; I Ethic., lect. V).

terça-feira, 7 de junho de 2011

O que você vê na figura?

®
O que muda quando percebemos a figura ora como um objeto, ora como outro?
O objeto? Ou nossa forma de organizar a percepção?

®Uma figura similar a esta foi utilizada pela primeira vez por Jastrow, em 1900, que estudou ilusões de ótica a fim de demonstrar que percebemos tanto com a mente quanto com os órgãos dos sentidos.
Ludwig Wittgenstein, em 1947, utiliza deste modelo para mostrar que o que nos faz perceber a figura como uma forma ou como outra não é parte da percepção, mas parte da forma de vida que informa nossa percepção do mundo.
®Depois de menos de duas décadas mais tarde, Thomas Kuhn retoma a figura a fim de ilustrar como uma mudança na nossa visão de mundo pode alterar radicalmente a forma como percebemos um objeto.
A esta visão de mundo Kuhn chamou paradigma.