Uma aranha tece calmamente sua teia.
Olho a teia e reflito sobre as conexões que fazemos em nossas vidas: pessoas, escolhas, caminhos...
O quanto realmente escolhemos e o quanto somos influenciados.
O quanto somos livres e o quanto somos condicionados.
O quanto nos afundamos na realidade ou mergulhamos em ilusões.
Penso nos caminhos e esquinas, em quanto cada segundo nos traz ou nos livra. Penso no todo que pulsa, em tudo que está acontecendo agora, no que vai ser revelado e o que nunca será descoberto. Mistérios.
A teia tão fina, tão sutil, quase imperceptível abrange tudo, tudo está conectado. Vivemos em fluxos, espirais, repetições de novidades. A velocidade das novidades que afasta os homens e expõe o quanto ele precisa ligar-se, conectar-se através da teia, da rede. Mas a teia é horizontal, um tipo de ligação importante, mas a ligação vertical, terra céu, não pode ser desprezada, faz parte, quiçá a mais importante, pois só quando estamos plenos podemos nos doar e só o infinito preenche o vazio.
Desejo que todo o mundo um dia possa obedecer ao fluxo da vida em sua dinâmica própria, respeitando suas fases e entendendo que somos apenas um fio que precisa do outro para escrever sua própria história.
Feliz cada dia novo!