sexta-feira, 23 de novembro de 2012

LINGUAGEM ... (privada) ?


Pensando, pensando, nasceu uma ideia.
Uma ideia primordial, primeira, original.
Está somente dentro da minha mente.
Uma ideia genial.Como nomeá-la? Não sei.
Será que alguém já experimentou a mesma coisa que eu?
Parto a procura.
Contudo ao querer comunicar a minha ideia com um neologismo ninguém compreende.
Mesmo que eu a expresse, para eles não faz sentido, porque eles não tiveram a mesma experiência que eu.
Não desisto, continuo...Não sei por que ninguém quer ouvir a minha ideia genial.
Parece que não entendem o que digo.
Não desistirei prossigo, tento agora com desenhos me expressar, mas ainda assim não sou compreendida.
Não me deterei... Não ficarei aprisionada em um discurso excludente.
Ora, o pensamento é anterior às palavras e é do pensamento que as palavras provêm.
Nem todos somos gênios que são respeitados ao se expressarem, ou tem espaço para isso.
Muitas boas e novas ideias devem estar perdidas por aí...
Nem todos somos gênios... (?)
Artistas se expressam com o movimento de sua arte.
E há os que são considerados loucos pelo que falam,
mas a loucura estará em quem fala ou na incapacidade de compreender?

Continuamos em quadrados.

(Textos livremente inspirado em Wittigenstein e sua recusa da LINGUAGEM PRIVADA, Foucault e “A ordem do discurso” e a noção de intuição e duração de Bergson)

domingo, 14 de outubro de 2012

Escrita representação dos sons


"É assim que, ao justaporem-se certas letras
de um alfabeto comum a muitas línguas, se imitará, melhor
ou pior, determinado som característico, próprio de uma
certa língua; mas nenhuma destas letras teria servido para
compor o próprio som."
Henri Bergson
Ensaios dos dados imediatos da consciência - 1889 - Edições 70 - p. 114

Isto é para aqueles que creem que representar sons, ler e escrever é um ato simples e natural.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tempo, esse vencedor!


A gente corre, corre, corre, mas ele... ele sempre vence!!

Taí, mais um ano, somando agora 45.

Lembro quando criança olhava as minhas mãos, elas eram gordinhas e tinham furinhos... (onde hoje protuberam ossos).

Chamei a minha mãe e disse que minhas mãos eram enrugadas do lado de dentro, ela sorriu carinhosamente e respondeu:

- Preocupe-se quando ficarem enrugadas do lado de fora!

Não, ainda não estão enrugadas, mas hoje compreendo que existem coisas muito mais importantes do que a simples aparência das coisas que podemos ver.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Meu cão

Agora tenho um cão, o meu primeiro.

A convivência com ele fez algo mudar.

Um novo olhar, uma nova forma de entender...

Meu cão, uma bela experiência!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Trabalhando na monografia

Estou na reta final. Termino a graduação este ano. E por ser bacharelado, tenho que apresentar a monografia.
Escolhi um tema atual, a questão da sustentabilidade ecológica.
Vou me basear na ética de Henri Bergson (1859 - 1941).
A organização das abelhas
No livro as duas fontes da Moral e da Religião, descreve a moral da aspiração:
"Bem-estar, prazeres, riqueza, tudo o que retém o comum dos homens os deixa indiferentes. Desembaraçando-se de tudo isso sentem um alívio, seguido de alegria."
(...)
A moral do Evangelho, da alma aberta... paradoxo... contradição...
"... a intenção destas máximas, que é a de induzir um estado de alma. Não é pelos pobres, mas por si que o rico deve proceder o abandono da sua riqueza (...) O que é belo não é sentirmo-nos privados, nem tão-pouco privarmo-nos, é não sentirmos a privação."

Assim, justifico minha ausência.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Educação versus criatividade

Tenho um filho disléxico, e hoje, após os estudos de filosofia, o compreendo bem melhor. Então, quando as pessoas me perguntam como ele vai na escola, eu respondo que ele está bem, o sistema de ensino é que não evolui...
E também sei, e sempre comento, o quanto fui desviada das coisas que gostava por (aparentemente) não garantirem um futuro financeiramente estável.
Até ontem achava que era só eu que pensava isso, mas quando encontrei alguém que reafirma o que penso, tive a confirmação que tenho uma certa razão em meu pensamento, razão que não é só minha, mas dos que tem o mesmo ponto de vista.
Foi o que encontrei no vídeo abaixo, que me foi apresentado pela minha querida afilhadinha:



Caso não consiga visualizar os vídeos, são a palestra de Ken Robinson: Escolas matam a criatividade, disponíveis no YouTube. http://www.youtube.com/watch?v=yFi1mKnvs2w e http://www.youtube.com/watch?v=0pn_oTIwy4g

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A água cantada

Em 1981, tinha lá meus 14 anos, minha mãe me levou na final do festival MPB Shell no Maracanãzinho. Eu lá no meio daquele povo todo, com aquele abanador em forma de concha, gritando e torcendo. Ao ouvir a música Planeta Água, de Guilherme Arantes, consegui sentir o poder e grandeza, fluidez e humildade da água... A música começava suave e ia aumentando conforme o volume de água. Foi arrepiante!!

“Água que nasce na fonte serena do mundo e que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população...
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas no leito dos lagos. No leito dos lagos...
Água dos igarapés onde Iara, a mãe d'água, é misteriosa canção
Água que o sol evapora pro céu vai embora virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris, sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação...
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra. Pro fundo da terra...
TERRA! PLANETA ÁGUA”

Até hoje me arrepio e emociono ao lembrar daquele momento e ao cantar essa música.
Sempre me admirei e não quero nunca deixar de me admirar ou me chocar diante de algo ou situação, quero até me decepcionar, mas nunca me anestesiar!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Água – exposição

Desaguando no Rio
Museu Histórico Nacional

Fazer uma exposição sobre a água é como realizar uma exposição sobre a vida, pois cabe tudo neste conceito. (...) Arte, ciência, política e aventura se encontram nesta exposição para discutir a água de que somo feitos.” Marcello Dantas (curador geral)

A exposição mostra a água como expressão artística, como moradia dos seres aquáticos, como necessidade diária, como natureza avassaladora...
Bela, delicada, informativa e que convida à responsabilidade ecológica que o homem tem sobre o consumo da água.
Se for, saboreie cada espaço devagar, a exposição é pequena, porém de grande conteúdo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Água, origem de tudo.

Tales de Mileto é o mais antigo filósofo, pois buscou explicar através de método racional a totalidade do real com puro interesse teórico. Tentativa de individuar o primeiro princípio imprincipiado, a fonte absoluta de tudo. (Princípio: fonte ou origem das coisas, foz ou termo das coisas, e permanente sustento das coisas.)
Nada escreveu, o que sabemos dele é por intermédio dos escritos de Aristóteles, na Metafísica e no De Anima.

Tales, iniciador desse tipo de filosofia, diz que o princípio é a água (por isso afirma também que a terra flutua sobre a água) extraindo certamente esta convicção da constatação de que o alimento de todas as coisas é úmido, que até o quente se gera do úmido e vive no úmido. Ora, aquilo de que todas as coisas se geram é, exatamente, o princípio de tudo. Ele tira, pois, esta convicção desse fato e do fato de que todas as sementes de todas as coisas têm uma natureza úmida, e a água é o princípio da natureza das coisas úmidas.
(Aristóteles, Metafísica, A3,983 b 20-27)

O princípio é a água, porque tudo vem da água, a própria vida se sustenta com a água, acaba na água.