sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Renovação

Estava observando a minha plantinha, que quase morreu por falta de água, e percebi a capacidade de renovação impressionante que ela tem. Estava toda seca, as folhas caindo, parecia sem esperança... Mas ao receber água ela reviveu.
Fiquei admirada.
De onde virá esta vida?
Onde ela estava escondida?
Quando parecia que tudo estava terminando, começava.
Assim é com o tempo, um ano termina e o outro já começa.
Adeus ano velho! Feliz ano novo! E muita "água" na vida.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FILOSOFIA

O termo foi cunhado certamente por um espírito religioso, provavelmente Pitágoras, que pressupunha ser possível só aos deuses uma “sophia” como posse certa e total, enquanto destacava que ao homem só era possível tender à “sophia”, um contínuo aproximar-se, um amor jamais totalmente satisfeito dela, de onde justamente o nome filo-sofia, amor à sapiência.
acervo do Museu Arqueológico de Nápoles
Esse contínuo aproximar-se é bem retratado no diálogo “O Banquete” de Platão, quando Diotima “ensina” a Sócrates o que é o amor.
Em História da Filosofia Grega e Romana - Pré-Socráticos e Orfismo - Giovanni Reale

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Voltando...

...às origens. Resolvi agora que estou quase concluindo a faculdade, retomar o estudo dos pré-socráticos através da História da Filosofia de Giovanni Reale, comecei a ler e percebi como tenho aprendido nesses anos de estudo, a compreensão mudou, mas continuo me maravilhando com o mistério desta vida, como sempre.
Ao escolher este estudo não imaginei que seria dentro de uma visão da atualidade, mas me enganei, Reale na introdução do livro explica a crise atual e os caminhos que a filosofia percorreu e ainda justifica a sua origem na Grécia.
Em leitura...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Estou voltando...

Foto de minha autoria em Itaboraí.
O tempo passa, o tempo voa... E eu com ele...
Voando se passou esse ano. Será?
Estou me organizando para escrever.
Estou vazia, estou cheia...
Satisfeita com meus estudos, com minhas notas (9 e 10), com meu aprendizado.
Mas a minha vida não é feita só de estudo e nem tampouco de blog, e este ano tive diversas intercorrências que me afastaram deste espaço, mas estou voltando.

domingo, 30 de outubro de 2011

Depois da análise...

“As ciências do meio ambiente estão à procura de uma nova síntese do saber e de uma nova prescrição cujo princípio será mais ecológico do que econômico e mais ético do que científico”.


Pierre Dansereau

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Blaise Pascal

Quase cristais
Este grande pensador esteve apenas 39 anos presente neste abismo entre o infinito e o nada, mas a sua contribuição, seus pensamentos são infinitos, não somente por se tratarem do infinito, mas por terem uma profundidade tal, que fica difícil expressar.
Uma frase de sua autoria é muito conhecida popularmente:
"O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece"
Que ao meu ver é muito significativa, mas não é a melhor expressão dele.
Em meio a todo o racionalismo da época em que viveu, o qual denominava de espírito de geometria, Pascal desenvolve a noção do espirito de finesse ou sutileza, para levar o homem a um estado médio entre sua grandeza e sua miséria.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo

Hoje pela manhã, enquanto me arrumava, ouvia as pessoas conversando pelos corredores.


Ao soar o barulho de uma fechadura, a voz de uma criança pergunta ao pai:

- TODA fechadura é assim, pai?

Talvez o pai desta criança não tenha noção da proporção da pergunta da filha, mas para mim ficou bem claro. Ela, daquela pequena e diária experiência de ver o pai trancando ou abrindo a porta, percebe o funcionamento de TODA fechadura.

Temos um instrumento que nos capacita a fazer isso, conhecer as coisas, mas esta mesma capacidade pode nos atrapalhar se esquecermos de nos voltar sempre às coisas para conhece-las nelas e não apenas reaplicar conceitos pré-estabelecidos.

A melhor resposta que o pai poderia dar, seria:

- A princípio sim, mas nada impede que se encontre uma fechadura que funcione de outra forma, mas creia que se isso acontecer você tem meios de perceber.

Devemos estar sempre cientes que estamos em processo de aprendizado para assim não perdermos a capacidade de aprender.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Agradecer

Mais um ciclo de inverno, primavera, verão, outono e inverno completado, neste eterno retorno, repetição, onde não reiniciamos do zero (sempre), mas podemos escolher o que continuar e o que deixar para trás. Escolher novos projetos ou novas formas de realizar os antigos.
Quanto mais nessa altura dos meus quarenta e quatro anos....
Estou feliz e muito agradecida.
Parece que foi ontem que estava eu na sala de aula e a professora de artes propôs um trabalho, fiz este desenho, e a professora perguntou se os cavalinhos eram pequenos por assim serem mais fáceis de desenhar, ao que eu respondi que não, os desenhei assim por que estavam em um contexto muito maior, e mesmo assim eu não deixava de ver seus detalhes.
Cada vez mais tenho certeza de que encontrei e estou no meu caminho.
Por isso agradeço a tudo e a todos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Prazer - fim último do homem?

Todos desejam os prazeres, ninguém quer dor.
Desejam o prazer não importa de onde vem.
Não desejam a coisa, o bem, mas só o prazer.
O fim é o prazer, não importa o que o provoque.
Não se deseja um bem como fim.
Mas o prazer que este proporciona.
Tantas coisas dão prazer e alienam.
A inteligência fica ao longe observando.
Vê o homem decair ao nível animal.
Cujo fim é sentir prazer e não dor.

São Tomás de Aquino responde assim:

Todos desejam os prazeres do mesmo modo por que desejam o bem;
e contudo desejam o prazer em razão do bem, e não inversamente...
Donde não se segue que o prazer seja o bem máximo e em si mesmo;
mas que cada prazer resulta de um bem e que algum prazer resulta do bem máximo e em si.

(IV Sent., dist. XLIV. q. 1 a . 3, q ª 4, ad 3, 4; III Cont. Gent., cap. XXVII, XXXIII; I Ethic., lect. V).

terça-feira, 7 de junho de 2011

O que você vê na figura?

®
O que muda quando percebemos a figura ora como um objeto, ora como outro?
O objeto? Ou nossa forma de organizar a percepção?

®Uma figura similar a esta foi utilizada pela primeira vez por Jastrow, em 1900, que estudou ilusões de ótica a fim de demonstrar que percebemos tanto com a mente quanto com os órgãos dos sentidos.
Ludwig Wittgenstein, em 1947, utiliza deste modelo para mostrar que o que nos faz perceber a figura como uma forma ou como outra não é parte da percepção, mas parte da forma de vida que informa nossa percepção do mundo.
®Depois de menos de duas décadas mais tarde, Thomas Kuhn retoma a figura a fim de ilustrar como uma mudança na nossa visão de mundo pode alterar radicalmente a forma como percebemos um objeto.
A esta visão de mundo Kuhn chamou paradigma.

sábado, 21 de maio de 2011

Uma imagem do passado

Olho uma foto antiga, nela tem um menino sentado em uma cadeira com um cachorro do seu lado. O cachorro esconde a cabeça atrás do pé do menino, que está de pernas cruzadas. Tem algumas outras coisas ao redor. Parece um quintal, chão de terra, tem outra cadeira ao fundo, um gato, um bujão de gás, tem um papel amassado no chão e a sombra do telhado.
O menino está de camisa, short e meias brancos, calça tênis tipo conga (lembra?) azul marinho.
Foto antiga de um menino. Onde estará este menino agora?
Na foto ele sorri, tem um olhar confiante, parece olhar direto nos meus olhos dizendo que acredita no futuro.
Onde estará este menino agora? Será que ele continua sorrindo e tem o olhar confiante como outrora?
Uma foto, um momento do passado aprisionado na imagem. Quantas coisas estavam acontecendo naquele local, na cidade, no mundo, na cabeça daquele menino? De que ano será esta foto?
Momento aprisionado, apenas uma fração de momento que fica registrada no papel.
Apenas uma imagem do que alguém já foi e não será mais.
Para muitos apenas uma foto. Para mim o registro de um momento único, particular, irrepetível e que guarda muitos mistérios.
Olho para foto e ele sorri para mim.

domingo, 24 de abril de 2011

Renovação

Depois de mais de 40 dias de introspecção, estou de volta.
Muitas reflexões.
Uma delas é sobre o que é necessário para ampliar o nosso olhar diante do mundo e de nossas relações com ele.

Eu tive oportunidade de trabalhar com uma pessoa que acreditava que formavamos uma rede, que cada um tinha sua parte a realizar no todo.
Agora estudando filosofia entendo melhor a noção de todo.
Na disciplina filosofia da ciência o professor explica que não concorda em uma filosofia da ciência, já que a ciência trata das partes, e cada vez menores, até (oops!!) física quântica, um mundo que não segue as “nossas regras”, indeterminado (o que contradiz a própria ciência). E a filosofia trata do todo, da totalidade. Como haveria compatibilidade entre as partes e o todo, ou como não haveria?
Escolhi o tema: Mudança de Paradigma para realizar uma pesquisa para disciplina de filosofia da ciência. E como sou eu que estou pesquisando não poderia encontrar ninguém menos do que Fritjof Capra, me explicarei. O meu professor da citada disciplina disse que pela agenda atual deveriamos estudar Karl Popper, mas meu professor, sendo filósofo e metafísico, não concorda com a visão deste autor, mas ele é a referência em ciência atualmente. Então, para discursarmos sobre ciência devemos citá-lo nem que seja para contrapor o seu ponto de vista. E exatamente Fritjof Capra, o autor que eu comecei a ler, não é bem visto pela comunidade científica, por que tem uma visão sistêmica, visão do todo. Mas ao meu olhar ele entendeu o funcionamento das coisas.
Cito alguns trechos do prefácio do Livro A TEIA DA VIDA (lindo título!!):




“ ... como nossas percepções são interrompidas pelo "reconhecimento". Muitas vezes, quando estamos tentando perceber algo à nossa frente, o processo é interrompido por um "enquadramento" daquilo em relação a alguma coisa que já está armazenada em nosso atual arcabouço mental. Nesse momento, nosso processo "neutro" de percepção é ínterrompido e "rotulamos" a coísa como algo já conhecido, poupando-nos o trabalho de desvendar o inédito...
E se esse algo que observamos não se encaixar? Interrompemos também o processo através dejulgamentos rápidos? "Estranho... , "Esquisito... , "Não faz sentido... , "Fora da realidade... .

Não é verdade que um mesmo fato testemunhado por um grupo de pessoas pode ser percebido de forma diferente por diferentes pessoas?

Não seria esse conjunto uma realidade "sistêmica", altamente complexa, que está fora da esfera de compreensão da maior parte de nós, humanos?

Minha própria experiência é que quanto mais entendemos a grande realidade na qual vivemos, mais humildes nos tornamos.”

Voltando ao ponto inicial, para ampliar a visão devemos estar vazios de alguma forma, sermos humildes. Aceitar que a Verdade é nossa dona, mas que ninguém jamais irá possuí-la.

FELIZ e renovada PÁSCOA!

sábado, 5 de março de 2011

Ocupada?

Muito, muito ocupada.
Tenho muitas coisas que gostaria de escrever sobre o que estou estudando no momento.
Mas como não sou só estudante, ou uma só coisa, tenho que me dividir em tantas facetas que me compõe.
Mulher, esposa, mãe, filha, secretária, estudante, amiga...
Curso a faculdade, e estou lendo "A vida intelectual" - Sertillanges, Temor e tremor - Kierkegaard, Ética a Nicômaco - Aristóteles, entre outros, outras... Também tenho assitido filmes, visitado exposições de arte...
Muitas coisas.
Por aqui, e em diversos lugares, acontece o carnaval, festa que antecede a quaresma (quarenta dias antes da Páscoa). Em sua origem, o sentido do carnaval era de "despedida" dos prazeres do mundo, antes de um período de privação. Mas pelo que podemos observar a despedida foi da privação, pois o carnaval e outras tantas festas acontecem o ano todo, o tempo todo, e privar-se mesmo...
Privar-se para que?
Talvez para mostrar quem é que manda nas coisas, necessariamente coisas. Ou se são as coisas que estão mandando em você.
Tenha um bom carnaval, com moderação. Até a Páscoa!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Outros caminhos...

Para se chegar ao mesmo lugar.
Ontem subi a pedra do morro da urca pela trilha.
Uma experiência muito agradável de contato com a natureza.
Exercício físico e espiritual. Mens sana in corpore sano.
E ao chegar lá no alto, onde já estive diversas vezes, estava tudo diferente, não me sentia uma turista, mas em um terreno conquistado, uma vitória.
O caminho leva ao mesmo lugar em que eu já havia estado, mas a forma de chegar mudou a forma de vê-lo.
O mesmo objeto visto de uma perspectiva diferente. Muda tudo.
Valeu a pena.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Mauritius Cornelis Escher

Com seus desenhos Escher permite que entremos em sua imaginação, em sua forma de ver o mundo. Um mundo todo preenchido, sem espaços vazios. Luz e sombra formam figuras por vezes iguais, por vezes antagônicas. Sendo em perspectiva dão a sensação de profundidade e tridimensionalidade.
Podemos apreciar alguns destes trabalhos, de forma interativa, na exposição do Centro Cultural do Banco do Brasil - RJ, até março. Vale a pena conferir!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mudanças

No começo deste ano mudei, cortei o cabelo, pintei as paredes, troquei os móveis de lugar, mas mesmo assim algo permanece... Mudando, permanecemos.
Conversando com uma querida amiga falava de minhas ambições, ou melhor, da falta delas, de que desejo o que é simples, porém, inestimável. E ela perguntou se eu já tinha assistido o Diabo veste Prada, respondi que não, mas que era presumível que fosse similar a um antigo filme em que a secretária "toma" o lugar da chefe. Ao que ela retrucou que sim, mas que neste filme a secretária poderia ser a chefe, se quisesse, mas mesmo podendo, ela não quis.
Assisti ao filme que é baseado em um livro homônino, de Lauren Weisberger, no qual relata sua experiência como assistente de Anna Wintour, editora da revista Vogue.
No filme afirmam a todo momento para Andy (a secretária), que muitas mulheres se matariam para estar no cargo que ela está ocupando, e que esta é a vida que todos querem. Enfim, ela aceita o desafio e consegue mudar o bastante para permanecer no cargo e até ir além, mas ela não quis prosseguir.
O que será que a impediu?

Creio que ela não quis, por que mais mudanças e adequações aquele "mundo" iam levar junto sua identidade. Seus valores e princípios, sua essência estavam ameaçados, logo ela não seria mais ela mesma. E numa atitude de coragem / covardia ela retrocede e preserva o que é importante para ela, apesar de deixar para trás tudo o que muitas pessoas desejam. Coisas que tem preço, e que pode ser muito alto.
Permanecemos mudando.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Filosofia da Ciência - Rubem Alves

Aqui não descrevo filosofias, mas o que elas provocam em mim, minhas reflexões.
Quando leio alguma coisa que confirma algo que eu já pensara, ou que faz minha cabeça girar, gosto de deixar registrado aqui.
Necessito de inspiração para escrever, e achei interessante a forma como Rubem Alves fala sobre as ideias em seu livro:

"As idéias nos ocorrem não quando queremos, mas quando elas querem (...) a imaginação criadora, não pode ser avaliada com precisão, (...) Incapazes de avaliar o que importa, resolvemos ser rigorosos com o que não importa..."

Não somos donos das ideias, elas nos ocorrem quando querem, mesmo que as estejamos buscando, não é sempre que elas nos vêm.
Logo, não escrevo por escrever, só com a devida necessidade de minha alma.