Li o Sermão que é sobre Lucas, 8, 11 (Semen est verbum Dei) - "Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus." Pregado na Capela Real, no ano de 1655.
De tudo me admirei. Muitos estudos inspira, mas transcrevo uma pequena parte.
"Porque como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos, haviam de achar homens pedras. E quando os pregadores evangélicos vão pregar a toda a criatura, que se armem contra eles todas as criaturas?! Grande desgraça!"
Homens homens: racionais
Homens brutos: animais (percepção sensível)
Homens troncos: vegetais (princípio vegetativo)
Homens pedras: insensíveis pedras!
Todos estes graus fazem parte de um homem homem, mas pelo texto existem homens degenerados aos quais faltam alguns destes atributos. E de onde só podia se esperar razão, se acha o maior agravo, o mal. Pisaram-no.
Estudei Filosofia na Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, na UniBennett e continuo estudando... aprendendo sempre!!! Este blog destina-se as reflexões que os estudos de FILOSOFIA e todas as outras coisas provocam em mim.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Borboletas
Quando eu era criança, tive a oportunidade de observar a metamorfose das lagartas em borboletas.
Eram muitas lagartas que se arrastavam pesadamente pela parede do prédio onde eu morava, eu parava lá com o tempo infinito do meu universo infantil e olhava. Via aquelas criaturinhas tão feias e desajeitadas, depois de algum tempo no casulo, se transformando em borboletas.
UAU!! Daquelas coisinhas rastejantes e desprezíveis "nasciam" seres alados que alçavam o céu.
O encantamento foi tanto, que na escola quando a minha professora pediu que fizesse uma redação de tema livre, não perdi tempo, escrevi sobre uma lagartinha que vivia na floresta e era muito infeliz com seu "corpinho", mas depois...
Recordando deste fato, vejo que já naquela época tinha um espírito de investigação sobre a natureza, por sua força e beleza.
Com a internet posso pesquisar e constatar que este tipo de metamorfose é tema de livros e estudos, e simboliza até a necessidade que temos de mudança em nós mesmos.
Mas naquela época, eu captei direto da fonte, observando.
Tirei dez na redação, mas a professora não devolveu meu manuscrito. Ficou com ele, com minha inocente permissão.
Isso não importa mais...
O que importa é que percebo que isto tudo começou há muito tempo, e que a cada dia está mais claro. Quanto mais alto, melhor a visão.
Eram muitas lagartas que se arrastavam pesadamente pela parede do prédio onde eu morava, eu parava lá com o tempo infinito do meu universo infantil e olhava. Via aquelas criaturinhas tão feias e desajeitadas, depois de algum tempo no casulo, se transformando em borboletas.
UAU!! Daquelas coisinhas rastejantes e desprezíveis "nasciam" seres alados que alçavam o céu.
O encantamento foi tanto, que na escola quando a minha professora pediu que fizesse uma redação de tema livre, não perdi tempo, escrevi sobre uma lagartinha que vivia na floresta e era muito infeliz com seu "corpinho", mas depois...
Recordando deste fato, vejo que já naquela época tinha um espírito de investigação sobre a natureza, por sua força e beleza.
Com a internet posso pesquisar e constatar que este tipo de metamorfose é tema de livros e estudos, e simboliza até a necessidade que temos de mudança em nós mesmos.
Mas naquela época, eu captei direto da fonte, observando.
Tirei dez na redação, mas a professora não devolveu meu manuscrito. Ficou com ele, com minha inocente permissão.
Isso não importa mais...
O que importa é que percebo que isto tudo começou há muito tempo, e que a cada dia está mais claro. Quanto mais alto, melhor a visão.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Iceberg
Estava procurando a imagem de um iceberg para ilustrar uma postagem sobre o que escrevo e achei a imagem já com esta inscrição bem significativa para o assunto.
Paro, e fico pensando no acaso...
Quanto ao que escrevo, é apenas uma pequena parcela do caldeirão fervilhante de idéias e informações em minha mente, apenas uma parcela do que absorvo em minhas leituras e estudos, apenas uma parcela de mim.
Escrevo para expor o que me provoca e que também pode provocar algum sentimento nos que lêem, mas sei que, como li em Confissões de santo Agostinho, a beleza "...aparecendo a ambos do mesmo modo, para um é muda e para outro fala. Ou antes, fala a todos, mas somente a entendem aqueles que comparam a voz vinda de fora com a verdade interior."
"A profundidade de uma alma não é medida por aquilo que aparece na superfície"
domingo, 24 de janeiro de 2010
Corrina, Corrina
Em uma das cenas deste filme, a babá leva a filha do patrão para seu outro trabalho, onde é faxineira, e a menina ao polir os metais pergunta para a babá:
- Você não acha fantástico fazer as coisas brilharem?
E a babá responde:
- No meu caso, digamos que a emoção passou.
A emoção passou, ela diz, e eu penso... é, a emoção das primeiras vezes passa, que pena!
Nem o brilho dos metais conseguido pelo esforço de polir faz com que a emoção continue, o foco sai do brilho e vai para o esforço.
O que fará este esforço valer a pena se o que obtenho com ele não me satisfaz mais?
Não me satisfaz, e se eu não polir, o metal perde seu valor.
Ele é feito para brilhar, mas para isto, tem que ser polido sempre para ser retirada a sujeira, retirar aquilo que parece que faz parte do metal, toda inconformidade que o impede de brilhar.
Em outra cena do filme, em que o avô da menina falece, esta canta com a avó a seguinte música:
- Você não acha fantástico fazer as coisas brilharem?
E a babá responde:
- No meu caso, digamos que a emoção passou.
A emoção passou, ela diz, e eu penso... é, a emoção das primeiras vezes passa, que pena!
Nem o brilho dos metais conseguido pelo esforço de polir faz com que a emoção continue, o foco sai do brilho e vai para o esforço.
O que fará este esforço valer a pena se o que obtenho com ele não me satisfaz mais?
Não me satisfaz, e se eu não polir, o metal perde seu valor.
Ele é feito para brilhar, mas para isto, tem que ser polido sempre para ser retirada a sujeira, retirar aquilo que parece que faz parte do metal, toda inconformidade que o impede de brilhar.
Em outra cena do filme, em que o avô da menina falece, esta canta com a avó a seguinte música:
This little light of mine
I'm gonna let it shine
Let it shine, let it shine, let it shine
All down the world
I'm gonna let it shine
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Uma pausa para o café...
Estava eu entre meus livros, anotações e pensamentos, quando alguém me ofereceu um café. De imediato aceitei.
O convite para o café me levou a parar para recebê-lo.
O cheiro, a imagem. Fiquei olhando, não bastasse, fotografei.
Eis aí, meu cafezinho...
Uma pausa é sempre necessária, mas após a pausa, recomeçamos.
Após as férias é hora de colocar as coisas em ordem para pouco a pouco retomar o ritmo frenético da normalidade do meu dia-a-dia.
Voltar ao trabalho, à minha faculdade, aos estudos com meu filho, às ingratas tarefas domésticas, à dolorosa ginástica, etc.
Colocar em ordem, mas que ordem?
A ordem que está dentro da minha cabeça, ou a que as próprias coisas impõe? Será que tem receita? Talvez sim, talvez não.
Mas quando se tem uma ordem fica mais fácil controlar os horários, encontrar objetos e até mesmo pensar.
Dá uma sensação de que está tudo sob nosso controle, até que...
acontece um imprevisto, alguém nos interrompe e fala: - Aceita um café?
O convite para o café me levou a parar para recebê-lo.
O cheiro, a imagem. Fiquei olhando, não bastasse, fotografei.
Eis aí, meu cafezinho...
Uma pausa é sempre necessária, mas após a pausa, recomeçamos.
Após as férias é hora de colocar as coisas em ordem para pouco a pouco retomar o ritmo frenético da normalidade do meu dia-a-dia.
Voltar ao trabalho, à minha faculdade, aos estudos com meu filho, às ingratas tarefas domésticas, à dolorosa ginástica, etc.
Colocar em ordem, mas que ordem?
A ordem que está dentro da minha cabeça, ou a que as próprias coisas impõe? Será que tem receita? Talvez sim, talvez não.
Mas quando se tem uma ordem fica mais fácil controlar os horários, encontrar objetos e até mesmo pensar.
Dá uma sensação de que está tudo sob nosso controle, até que...
acontece um imprevisto, alguém nos interrompe e fala: - Aceita um café?
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Agente Triplo
Até onde vai a obstinação humana?
O que impulsiona um ser humano a agir desta forma, sem nenhum amor à própria vida?
Correndo os mais altos riscos para realizar uma "tarefa".
O que para este ser está acima de tudo e de todos?
No que ele acredita? O que ele conhece? O que ele tem como verdade?
Lamentável que a inteligência tenha cometido tantos erros e permitido que tal fato acontecesse.
Rede de mentiras, a realidade inspira a arte ou a arte inspirou a realidade a mostrar que as coisas podem ser bem diferentes do que na arte?
Mexer com as idéias me parece algo bem perigoso. Afinal não sabemos o que está no interior dos outros.
Ou por termos tanto amor a vida, medo da morte, não entendemos o que é não ter a morte como obstáculo.
Para ler a notícia que comento acesse o site abaixo:
http://veja.abril.com.br/130110/agente-triplo-jihad-p-090.shtml
Os santos mártires também agiam assim, davam a vida pela fé.
O que impulsiona um ser humano a agir desta forma, sem nenhum amor à própria vida?
Correndo os mais altos riscos para realizar uma "tarefa".
O que para este ser está acima de tudo e de todos?
No que ele acredita? O que ele conhece? O que ele tem como verdade?
Lamentável que a inteligência tenha cometido tantos erros e permitido que tal fato acontecesse.
Rede de mentiras, a realidade inspira a arte ou a arte inspirou a realidade a mostrar que as coisas podem ser bem diferentes do que na arte?
Mexer com as idéias me parece algo bem perigoso. Afinal não sabemos o que está no interior dos outros.
Ou por termos tanto amor a vida, medo da morte, não entendemos o que é não ter a morte como obstáculo.
Para ler a notícia que comento acesse o site abaixo:
http://veja.abril.com.br/130110/agente-triplo-jihad-p-090.shtml
Os santos mártires também agiam assim, davam a vida pela fé.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Lendo o Espírito da Filosofia Medieval
Quanto mais estudo, mais fundamento a minha fé, e não consigo realmente entender como o saber pode afastar alguém da fé, de Deus, da religião, do auto-domínio, etc. Fazer com tenha necessidade de explicação para tudo, ou que tenha uma explicação puramente racional das coisas. Não consigo entender como algúem acredita no que consegue pensar por si só, mas não consegue acreditar no que é revelado por Deus. O que é revelado não somente na Bíblia, mas em nosso cotidiano, em nossa vida. A todo momento acontecem coisas, coisas que por vezes não conseguimos entender, para nos mostrar o caminho, a direção, o sentido, mas mesmo assim... muitas pessoas não acreditam.
Muitos são convidados, mas poucos são os escolhidos.
Gostaria muito de conseguir descrever a minha emoção ao ler o trecho que transcrevo abaixo.
"De um lado, o filósofo puro e simples, que dispõe apenas da sua razão e quer descobrir a verdade por suas próprias forças: todo o seu trabalho leva apenas a apreender um minúsculo fragmento da verdade total, imersa numa massa de erros contraditórios de que ele é incapaz de separá-la. De outro lado, o filósofo cristão: sua fé lhe dá a posse de uma critério, de uma regra de juízo, de um princípio de dicernimento e de seleção, que lhe possibilitam tornar a verdade racional a si mesma, libertando-a do erro em que ela se embaraça. Solus potest scire qui fecit, diz Lactâncio. Deus, que tudo faz, tudo sabe. Sigamo-lo, se ele nos ensinar. Entre a incerteza de uma razão sem guia e a certeza de uma razão dirigida, ele não hesita um instante, como tampouco hesitará, depois dele, santo Agostinho."
Muitos são convidados, mas poucos são os escolhidos.
Gostaria muito de conseguir descrever a minha emoção ao ler o trecho que transcrevo abaixo.
"De um lado, o filósofo puro e simples, que dispõe apenas da sua razão e quer descobrir a verdade por suas próprias forças: todo o seu trabalho leva apenas a apreender um minúsculo fragmento da verdade total, imersa numa massa de erros contraditórios de que ele é incapaz de separá-la. De outro lado, o filósofo cristão: sua fé lhe dá a posse de uma critério, de uma regra de juízo, de um princípio de dicernimento e de seleção, que lhe possibilitam tornar a verdade racional a si mesma, libertando-a do erro em que ela se embaraça. Solus potest scire qui fecit, diz Lactâncio. Deus, que tudo faz, tudo sabe. Sigamo-lo, se ele nos ensinar. Entre a incerteza de uma razão sem guia e a certeza de uma razão dirigida, ele não hesita um instante, como tampouco hesitará, depois dele, santo Agostinho."
Étienne Gilson - O Espírito da Filosofia Medieval, p 39
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Voar
Elevar-me
Subir bem alto, ir além
Ultrapassar limites
Superar barreiras
Contemplar do alto as nuvens
Ver que lá em cima
Depois da tempestade
O Sol brilha como sempre
Acreditar que vale muito a pena viver.
Que estamos aqui, mas devemos buscar o que é mais elevado, espiritual.
O sentido...
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Estudar a Bíblia
O JOIO E O TRIGO
24. Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.25. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.
26. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
27. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28. Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?
29. - Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.
30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.
Mateus 13, 24-29
Neste versículo encontrei uma bela fonte da explicação de São Tomás de Aquino sobre a coexistência do bem e do mal. Eliminando o que é mau, arrisca-se a eliminar o que é bom, por isso Deus permite que exista o mau, para poupar o que é bom.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Olhando a natureza...
REPRESA CAIGUAVA
Esta represa submergiu uma olaria a qual tinha uma longa chaminé, esta da foto.
A finalidade da chaminé é jogar ao ar a fumaça produzida.
E neste caso, a natureza quis que brotasse uma árvore, bem lá de seu cume, de onde um dia já saiu fumaça.
Colocando na chaminé uma personalidade humana, imagino que esta poderia ter pensado: eu sou feita para expelir fumaça e nunca vou fazer outra coisa, pois sou assim, feita para isso, nada me fará mudar!
Mas não era esse seu "destino", pois para sua vida uma grande mudança estava reservada, mudar daquilo que expele fumaça, para aquilo que expele oxigênio.
Maravilhas da natureza. Maravilhas de Deus.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
O que em mim provocou estudar FILOSOFIA
Esta minha incessante necessidade de conhecer, experimentar, vivenciar...
Hoje mergulhei em águas cristalinas...
Mergulhei... Depois de algumas adequações necessárias,
fomos descendo até alcançar os nove metros de profundidade,
parecia que eu já tinha estado lá, tantos desenhos e filmes...
Mas foi real: eu estive lá (estou), vi tantas belezas.
A luminosidade lá no fundo é indescritível.
Toquei o casco de uma tartaruga que dormia e nadei atrás de outra.
Que sensação de integração com o ambiente, por vezes esquecia de respirar...
E sentia o coração palpitar ao perceber que estava abaixo de um cardume.
Fantástico, inesquecível!
Experimentar este mergulho foi uma das mais maravilhosas sensações que já tive em minha vida.
Hoje mergulhei em águas cristalinas...
Mergulhei... Depois de algumas adequações necessárias,
fomos descendo até alcançar os nove metros de profundidade,
parecia que eu já tinha estado lá, tantos desenhos e filmes...
Mas foi real: eu estive lá (estou), vi tantas belezas.
A luminosidade lá no fundo é indescritível.
Toquei o casco de uma tartaruga que dormia e nadei atrás de outra.
Que sensação de integração com o ambiente, por vezes esquecia de respirar...
E sentia o coração palpitar ao perceber que estava abaixo de um cardume.
Fantástico, inesquecível!
Experimentar este mergulho foi uma das mais maravilhosas sensações que já tive em minha vida.
Blurp... blurp... blurp... queria ficar lá... fiquei!
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