Muitos são convidados, mas poucos são os escolhidos.
Gostaria muito de conseguir descrever a minha emoção ao ler o trecho que transcrevo abaixo.
"De um lado, o filósofo puro e simples, que dispõe apenas da sua razão e quer descobrir a verdade por suas próprias forças: todo o seu trabalho leva apenas a apreender um minúsculo fragmento da verdade total, imersa numa massa de erros contraditórios de que ele é incapaz de separá-la. De outro lado, o filósofo cristão: sua fé lhe dá a posse de uma critério, de uma regra de juízo, de um princípio de dicernimento e de seleção, que lhe possibilitam tornar a verdade racional a si mesma, libertando-a do erro em que ela se embaraça. Solus potest scire qui fecit, diz Lactâncio. Deus, que tudo faz, tudo sabe. Sigamo-lo, se ele nos ensinar. Entre a incerteza de uma razão sem guia e a certeza de uma razão dirigida, ele não hesita um instante, como tampouco hesitará, depois dele, santo Agostinho."
Étienne Gilson - O Espírito da Filosofia Medieval, p 39
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