sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A água cantada

Em 1981, tinha lá meus 14 anos, minha mãe me levou na final do festival MPB Shell no Maracanãzinho. Eu lá no meio daquele povo todo, com aquele abanador em forma de concha, gritando e torcendo. Ao ouvir a música Planeta Água, de Guilherme Arantes, consegui sentir o poder e grandeza, fluidez e humildade da água... A música começava suave e ia aumentando conforme o volume de água. Foi arrepiante!!

“Água que nasce na fonte serena do mundo e que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população...
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas no leito dos lagos. No leito dos lagos...
Água dos igarapés onde Iara, a mãe d'água, é misteriosa canção
Água que o sol evapora pro céu vai embora virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris, sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação...
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra. Pro fundo da terra...
TERRA! PLANETA ÁGUA”

Até hoje me arrepio e emociono ao lembrar daquele momento e ao cantar essa música.
Sempre me admirei e não quero nunca deixar de me admirar ou me chocar diante de algo ou situação, quero até me decepcionar, mas nunca me anestesiar!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Água – exposição

Desaguando no Rio
Museu Histórico Nacional

Fazer uma exposição sobre a água é como realizar uma exposição sobre a vida, pois cabe tudo neste conceito. (...) Arte, ciência, política e aventura se encontram nesta exposição para discutir a água de que somo feitos.” Marcello Dantas (curador geral)

A exposição mostra a água como expressão artística, como moradia dos seres aquáticos, como necessidade diária, como natureza avassaladora...
Bela, delicada, informativa e que convida à responsabilidade ecológica que o homem tem sobre o consumo da água.
Se for, saboreie cada espaço devagar, a exposição é pequena, porém de grande conteúdo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Água, origem de tudo.

Tales de Mileto é o mais antigo filósofo, pois buscou explicar através de método racional a totalidade do real com puro interesse teórico. Tentativa de individuar o primeiro princípio imprincipiado, a fonte absoluta de tudo. (Princípio: fonte ou origem das coisas, foz ou termo das coisas, e permanente sustento das coisas.)
Nada escreveu, o que sabemos dele é por intermédio dos escritos de Aristóteles, na Metafísica e no De Anima.

Tales, iniciador desse tipo de filosofia, diz que o princípio é a água (por isso afirma também que a terra flutua sobre a água) extraindo certamente esta convicção da constatação de que o alimento de todas as coisas é úmido, que até o quente se gera do úmido e vive no úmido. Ora, aquilo de que todas as coisas se geram é, exatamente, o princípio de tudo. Ele tira, pois, esta convicção desse fato e do fato de que todas as sementes de todas as coisas têm uma natureza úmida, e a água é o princípio da natureza das coisas úmidas.
(Aristóteles, Metafísica, A3,983 b 20-27)

O princípio é a água, porque tudo vem da água, a própria vida se sustenta com a água, acaba na água.