sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011

Hoje à meia-noite (de Brasília) ele chega aqui, mas já vem chegando por aí.

Em algumas partes do mundo agora já é 2011!!

Ao amanhecer, um novo ano, mas eu prefiro dizer que:

it's just another ordinary miracle day...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Caiu a ficha!?

Estava pensando nesta expressão e no quanto, hoje, ela está distante do seu sentido original.

Atualmente, é usada, quando, após uma conversa, o interlocutor fica com “cara” de: - O que foi que você disse (dã)!?? E o locutor tenta outras explicações, explicitações e exemplificações, até que, finalmente se chega a comunicação plena, a ligação é completada, e surge o: Ah! Agora entendi!! Ao que o locutor exclama: Até que enfim caiu a ficha!!

Ficha? Que ficha??!!

Esta expressão surgiu quando o telefone particular (residencial ou comercial) era uma raridade, então o recurso usado era o telefone público, ou o popular, orelhão. Quem já usou sabe o quanto era difícil encontrar um funcionando, e sem filas. E quando se conseguia, se discava (ora, se discava!!) o número desejado, e se ouvia o tim-lim-tim da ficha caindo, quando a ligação se completava, e a comunicação iria se dar!

E isso já era uma imensa evolução tecnológica desde a invenção de Bell (ou Meucci).

Mas hoje, quando as pessoas tem não um, mas vários aparelhos celulares ao seu dispor, e até as crianças portam seu próprio smartphone, e teclando se conectam ao mundo. Onde todo esse aparato tecnológico demonstra a imperiosidade da comunicação, essa expressão já estaria defasada, não fosse a persistência da dificuldade de comunicação (entendimento) entre os que desejam se comunicar.

E então, caiu a ficha!!??

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Leituras

No próximo período estudarei Filosofia da Ciência, e resolvi conhecer antecipadamente do que se trata.
Por indicação adquiri o livro de André Steiger, Compreender a história da vida - do átomo ao pensamento humano - Ed. Paulus. Segue texto da aba do livro:

"Graças às suas aquisições, o homem de hoje pode viver e sobreviver nos gelos polares, sob o sol abrasador do equador, no fundo dos mares, ou no espaço. Mas, apesar dessa extraordinária "liberdade de movimentos", ele está biologicamente sujeito às necessidades do reino animal e às inexoráveis leis da vida: nascer, viver, morrer. Ele é dependente das necessidades e dos limites de seu corpo. Sua "liberdade física" é muito "relativa". Sem falarmos de sua sujeição aos imponderáveis sociais, financeiros e políticos, que condicionam cada vida individual. É na vida moral que a liberdade vai abrir suas asas. Nesse plano, ela se define com três palavras: "capacidade de escolher". Mas, feita a escolha, ela desaparece. Escolhido o caminho a seguir, é necessário seguí-lo até a próxima encruzilhada.
A liberdade é um estado imposto ao homem pela natureza: para exercê-lo, o homem dispõe de um instrumento, a "inteligência", e de um utensílio, a "vontade". Em outras palavras, o homem não escolhe ser livre. Ele é livre por natureza. É coagido à liberdade.
Também a liberdade tem uma filha, a "responsabilidade". Uma filha natural que não a deixa. O homem é sempre responsável pelo que escolhe com liberdade.
Mas escolhe ele sempre com liberdade? Também a ordem moral tem seus imponderáveis. Toda pessoa tem seus reflexos inconscientes, suas influências obscuras, suas falhas profundas, suas tendências secretas, que reduzem sua liberdade."

O livro faz um resumo do surgimento do mundo, dos átomos e de toda matéria existente. Demonstra a ascendência do desenvolvimento atômico, do simples para o mais complexo. Aborda este tema em vários contextos, no científico, metafísico e religioso.
E trata da grande questão, se estamos todos ao acaso ou sob uma lei, uma inteligência reguladora.
Do micro ao macrocosmo, dos quarks às mais longinquas estrelas, somos todos formados da mesma composição química, que se degenera e regenera, se agrupa e se dissolve.
E assim, surgimos nós, seres pensantes, que ao contemplar o universo, nos perguntamos: De onde vim? Para onde vou? Onde estou? Gerando diversas pesquisas, ciências e filosofias, em busca da resposta.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Martin Buber

Eu tive a oportunidade de assitir a defesa de Tese de Doutorado da enfermeira Elizabeth Crivaro, intitulada: “A mulher como protagonista da amamentação no contexto hospitalar de alta complexidade: convergências assistenciais, encontro existencial e contribuições da Enfermagem”, na qual a autora utiliza a filosofia de Martin Buber para fundamentar sua tese.
Assistindo a defesa da tese, pude comprovar como esta filosofia se adequou as relações produzidas no atendimento prestado às mulheres em fase de amamentação. Para Martin Buber a relação eu – tu é uma relação ontológica, quando o tu se apresenta ao eu, antes seria um relação eu – isso.

Na relação eu – tu há uma reciprocidade, na eu – isso, não há reciprocidade.
Há uma demonstração da prática da filosofia inserida no contexto, chamada de 4 erres: reconhecimento, revelação, repartir e repensar. Ao assistir esta defesa de tese, além de conhecer uma “novo” filósofo, vi que até na área de saúde e em nossa época atual a filosofia é necessária e usada na prática.

Exposição "Islã - Arte e Civilização"

O Centro Cultural do Banco do Brasil apresenta esta belíssima exposição,
da qual ofereço uma pequena parte, expondo um postal que ganhei.


A exposição é muito rica, e a obra acima está dentre as quais eu mais admirei, a arte feita com a escrita.
A caligrafia islãmica/árabe é artística em si, e na exposição podemos encontrar esta escrita/arte nos mais diversos materiais, como: placas, pratos, tapetes, paredes, e é claro também nos livros, como o Alcorão, que é decorado com pinturas à ouro. E a profunda religiosidade deste povo, que tal qual a escrita podemos encontrar em diversos objetos, onde são escritos louvores e orações à Deus.
Na exposição podemos apreciar também um pouco de sua música, instrumental e cantada.
Enfim, uma excelente oportunidade de conhecer esta cultura tão diferente da nossa, e tão bela.
Esta exposição estará no CCBB até dia 26 de dezembro de 2010.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Enfim, férias! De novo?

Fim de ano, ano novo, vida nova, ou tudo se repetindo novamente outra vez?

Parece um recomeço, é uma continuidade,
mas terminamos períodos e iniciamos outros.

Ao iniciarmos projetos, ou um ano, podemos dizer: a sorte está lançada. Pois projetamos, tentamos cumprir, realizar nossos planos, e no começo não sabemos o que vai acontecer, alguns projetos conseguimos cumprir, outros não. E ao chegar essa época, tão agitada com festas, não podemos nos esquecer de avaliar as realizações, ver o que conquistamos e o que ainda não conseguimos, e preparar novos objetivos a cumprir no novo período que se iniciará.

Em relação a mais este corrido ano (2010), posso mencionar a célebre frase de Júlio Cesar ao vencer diversar batalhas: Vim, vi e venci! Quero dizer, neste ano, missão cumprida.

Agora já tenho novos planos a alcançar, no próximo ano, ou quando der, neste “eterno retorno” contínuo, do qual não farei parte um dia.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Manoel de Barros - a poética do deslimite

Este é o título do livro que o meu querido professor,
e amigo de muitas conversas, Elton Luiz Leite de Souza
lançou no dia 02/12/2010, na Livraria Travessa
do Centro Cultural do Banco do Brasil.
Quando tive a oportunidade de parabenizá-lo, brindar pela realização com um bom vinho e amigos de curso, e claro, adquirir o livro.
Pelo pouco que li, posso dizer que o livro trata do plano em comum da filosofia e da poesia, o pensamento, e suas formas de expressão.
Cito uma parte dos agradecimentos: "Os bons encontros nos fazem aprender, no convívio, as lições que não estão em nenhum livro, lições estas que não auferem títulos, mas que talvez sejam as mais importantes lições a aprender."
E aproveito para agradecer ao meu professor por todas estas lições que me passou, e por ele ter sido uma tangente em minha vida.
Continuo lendo...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

I Simpósio Internacional "AS DOUTRINAS NÃO ESCRITAS DE PLATÃO"


Eu participei, durante estes últimos três dias, deste evento.
Foi muito enriquecedor. Após as apresentações houve debates, e  nestes, com as perguntas de diversos participantes, colocamos em prática o diálogo estimulado pelos escritos de Platão.
Aprendemos com a palavra oral, para além da palavra escrita.
Quando estudei "O Banquete" para apresentação em seminário, a introdução deste diálogo me deixou intrigada.
Como um diálogo de Platão começa com dois personagens comentando sobre o banquete como um acontecimento distante, e não vai direto à narrativa do banquete?
Este é um recurso utilizado para mostrar o valor do ensinamento oral, o qual Platão considera superior a escrita. E também, que a escrita tira do homem a possibilidade do exercício da memória.
Ao ler Platão podemos ficar na primeira navegação, aquela em que os ventos inflam as velas e impulsionam o barco, não fazemos muito esforço, talvez fiquemos apenas nas aparências ou no mundo sensível. Mas com o esforço dos remos, ou segunda navegação, podemos ir mais longe, sair das aparências e começar a alcançar o inteligível.

domingo, 21 de novembro de 2010

Estudando

É, estou estudando, este já é o sexto semestre que curso, não necessariamente sexto período, se o fosse estaria concluindo, me formando, mas não estou.
Optei por deixar algumas disciplinas para depois, comecei no São Bento, fui para o Bennett, voltei.
Foi uma boa experiência. Não fiquei limitada ao conhecimento de uma só metodologia de ensino.
Conheci outra metodologia, outro ambiente, outros professores e amigos.
Voltei, e comigo vieram muitos amigos, pois seguimos a filosofia, e no Bennett não teria mais.
Hoje vejo como aprendi e o quanto ainda falta, mas não me intimido e nem tenho a pretensão do todo.
Ainda faltam dois anos, e já sinto saudades... Mas parar de estudar, nunca mais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Reflexões

"O filósofo vê abismos onde o vulgo vê planícies; e nos abismos lança, "herói" da vida, a asa poderosa do seu pensamento."

"Uma filosofia que não seja aprofundamento da existência integral é vazio e estéril exercício lógico."
Sciacca, História da Filosofia


sábado, 23 de outubro de 2010

A Lenda dos Guardiões

Um lindo filme em 3D.
Passa uma bela mensagem.
Aliás, várias.
Mas a que mais me marcou, é a do que poderia se chamar de elã ou impulso vital. Alguns podem chamar de sonhos.
E outros tem o poder de transformá-los em realidade.
Believe in your eyes. In your heart. In your dreams...

sábado, 2 de outubro de 2010

Preocupações...

... uma outra versão do post abaixo, talvez.

Preocupações, ocupar-se antecipadamente de algo que ainda não aconteceu. Será que devemos nos preocupar com algo que vai passar?  Que vai deixar de ser um amanhã, para ser um hoje e logo um ontem, e depois um passado distante?

Com alguns fatos absolutamente não. Como em um comercial de seguros que diz: é melhor ter seguro, pois vai que você está saindo na porta e..., se..., se..., se... Não, não podemos viver pensando se isso acontecer, se aquilo acontecer, essa angústia com o tempo não devemos ter, pois, se não acontecer nada do que pensamos que ia acontecer, seja positivo ou negativo, com certeza já se gastou uma grande energia e um grande tempo (que poderia ter sido usado com outras coisas) para pensar em algo que não se realizou, apesar de ser uma possibilidade.

Com outras coisas devemos sim nos preocupar, principalmente se são grandes responsabilidades, como uma conta para pagar, uma conversa resolutiva com alguém, uma prova para qual se deve estudar. Neste caso não é uma preocupação estéril. Mas existem os casos em que devemos não nos preocupar, mas nos ocupar com a semente que plantamos hoje, para que amanhã colhamos o fruto certo e não olhemos o ontem com um certo desgosto de não tê-lo aproveitado melhor.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tempo

"O dia de hoje nada mais é do que o dia de amanhã que ontem tanto nos preocupava." Oscar Wilde

O tempo, a grande angústia do homem.  E quando olha para o passado, vê desesperado, que o dia de ontem, hoje, ainda ocupa o lugar que ele sempre teve.

O que foi feito, e o que não foi feito.  O momento eternizado.  E as consequências do que devia ser passado.
Mas o tempo...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Epicuro e Calígula

Assisti a peça de Albert Camus, Calígula, e comecei a refletir sobre o sofrimento existencial de Calígula.
Até comentei com uma amiga sobre este meu pensamento, e ela me perguntou: E Calígula sofreu?
Sim. Epicuro explica bem o sofrimento dele, pois, na Máximas capitais, distingue os prazeres em três grandes classes:
1 - prazeres naturais e necessários
2 - prazeres naturais, mas não-necessários
3 - prazeres não-naturais e não-necessários.
Devemos sempre escolher prazeres catastemáticos ou estáveis (que se reduzem à ausência de dor) e prazeres da alma (que se reduzem à falta de pertubação do espírito).
Calígula era um Imperador e não havia nada no mundo material que lhe fosse impossível adquirir, logo, tudo que desejava estava a seu dispor, porém foi privado de sua amada pela morte. Então começa a desejar o impossível, já que o que mais amava lhe era impossível ter.
Os filósofos afirmam que nada é tão necessário quanto o saber reconhecer bem o que não é necessário, e considero que a maior entre todas as riquezas é a autarquia, e que nada é tão nobre quanto não ter necessidade de nada. (Ad Marcellam - Porfírio)
Melhor do que ser Imperador e dono do mundo, é ser Imperador e dono de si mesmo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Linguagem

Lendo "O que é a filosofia antiga?", de Pierre Hadot, deparei-me com uma citação, e ao lê-la senti como que um impacto no peito tal a força desta expressão para mim, como consigo captá-la. É quase uma energia vital, chega a pulsar. Segue abaixo o trecho:
"De fato, pode-se perfeitamente pensar e conhecer sem linguagem e talvez, para certas interpretações, conhecer melhor. (...) As grandes descobertas parecem ser feitas independentemente da linguagem, a partir dos esquemas elaborados no cérebro." J.Ruffié

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poesia: desconstrução do olhar

Dia desses estudando com meu filho, me deparo com o título acima, sem ler os textos comecei a explicar o que seria desconstruir o olhar.
Olhei para janela e mostrei que podemos parar no objeto ou irmos mostrando o que ele está representando para nós naquele momento. Por exemplo uma janela com grades pode nos fazer pensar que estamos presos, mas se levarmos em consideração que o olhar pode sair por entre as grades, a janela é onde contemplamos tudo que passa lá fora.
Quando li os textos do capítulo é que fiquei mais admirada... era sobre isso mesmo que eles falavam.
Um dos textos é Desobjeto de Manoel de Barros, o outro é Guardar de Antônio Cícero e o que eu mais gostei foi o A complicada arte de ver de Rubem Alves. Este último conta sobre uma paciente no psicanalista falando da mudança do seu olhar em relação à cebola, de alimento para obra de arte, ao que ele responde com um poema de Pablo Neruda, Ode à cebola. E justifica que ela não estava louca, mas que havia ganho olhos de poeta.
Não creio que seja correto dizer que os olhos do filósofo são de poeta, mas com certeza o olhar do filósofo vai além do olhar automatizado, além do olhar acostumado com a realidade.

sábado, 7 de agosto de 2010

Pocahontas - o encontro de dois mundos

Duas pessoas, um encontro. Duas vidas, duas experiências, dois mundos.
O encontro pode ser um choque cultural e permanecer junto pode se tornar impossível.
Depois de um breve encontro ambos saem com marcas e distanciam-se.
Pode também, ser a soma dessas diferenças. Um apresenta seu mundo para o outro, sem exigências e cobranças de perfeição, afinal... E vão sempre se reconhecendo e crescendo, pois seus interesses sobre o mundo são diferentes, mas seus princípios e valores são os mesmos e por isso, mesmo com tantas diferenças, um consegue estar com o outro sem a necessidade de anular e sem ser anulado.
Somam-se. Respeitam-se.
O pior encontro é quando um acha que o outro só existe para realizar seus desejos e preencher os requisitos por ele estabelecidos. Avalia o outro como se fosse um objeto. Não tem capacidade de conhecer o outro, pois não conhece a si mesmo. Então, deforma o outro e o faz acreditar que precisa da deformidade da dominação, mas depois de dominado e anulado perde sua utilidade.
Somos cada um de nós um universo, um mistério a ser desvendado... Mas nem todos sabem.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Saudades do meu blog

Que correria... Ufa! Quantas coisas eu fiz.
Pensei algo para escrever aqui, mas agora esqueci. Hã...
Tentei lembrar, e não consigo, então estou escrevendo o que me vem agora.
O que permanece é só a constante mudança.
Às vezes tenho a sensação de estar em um turbilhão, depois me acalmo, mas o turbilhão não para.
Corre, corre, corre tanto que me leva, empurra.
E tudo parece um eterno recomeço, mito de Sísifo, rolar a pedra dia após dia.
Estou lendo... gostou de ler para conhecer.
O homem não é a medida das coisas, mas acho que conhece de acordo com sua própria medida.
Aqueles que são sem medida tudo podem absorver, ou se disolver no todo sem desaparecer.
...

sábado, 10 de julho de 2010

A Metafísica

Como nasce, e qual é a sua razão de ser?
Não nasce senão da admiração e do estupor que o homem experimenta diante das coisas...
Nesse conhecimento o homem realiza perfeitamente.
..............................................a sua natureza e a sua essência,
..............................................................que, justamente, consistem na
...............................................................................razão e na inteligência.

Realiza desse nodo também a sua mais autêntica felicidade.
Nela e com ela o homem realiza a sua NATUREZA DE SER RACIONAL,
a sua MAIS ELEVADA ARETÉ (VIRTUDE)...
Aristóteles - Giovanni Reale

Seguir minha natureza e a minha essência, razão e inteligência, mais elevada virtude...
Platão compara o corpo ao túmulo da alma e Aristóteles a um horrendo suplício.
A metafísica é então uma necessidade do homem de justificar o por que de sua existência.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Aniversários

É, mais um.
De tantos, somam-se agora 43.
Penso que quem não gosta de revelar a própria idade não percebe todas as conquistas que fez na vida.
É, mais um ano completo. Mais um cumprido na meta a mim destinada.
Olho para o espelho e não vejo uma mulher mais velha, ainda vejo aquela garotinha.
Não me importa juventude e pouca idade, importa a beleza, ser bela, por inteiro.
Não só no corpo ou no rosto, uma beleza plástica, mas uma beleza formada de princípios e valores.
Assim eu sou, assim eu vou...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Resposta de Sócrates à Alcebíades

No diálogo O Banquete de Platão:

"- Caro Alcibíades, é bem provável que realmente não sejas um vulgar, se chega a ser verdade a que dizes a meu respeito, e se há em mim algum poder pelo qual tu te poderias tornar melhor; sim, uma irresistível beleza verias em mim, e totalmente diferente da formosura que há em ti. Se então, ao contemplá-la, tentas compartilhá-la comigo e trocar beleza por beleza, não é em pouco que pensas me levar vantagens, mas ao contrário, em lugar da aparência é a realidade do que é belo que tentas adquirir, e realmente é “ouro por cobre” que pensas trocar. No entanto, ditoso amigo, examina melhor; não te passe despercebido que nada sou. Em verdade, a visão do pensamento começa a enxergar com agudeza quando a dos olhos tende a perder sua força; tu porém estás ainda longe disso."

A visão do pensamento, feche os olhos... Com os olhos abertos muito pouco pode ser visto.
Feche os olhos, abra as asas como as gaivotas...
Respire fundo, sinta a vida escorrendo, se esvaindo...
Abra os olhos da alma e contemple o que nenhuma aparência e nenhuma palavra pode traduzir.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amor Platônico

"Por conseguinte, não é a arte, mas a erótica (o amor platônico) que implica uma experiência cognoscitiva, fundada sobre a dimensão do espírito humano que conduz ao Absoluto através da Beleza.
(...)
O Belo é a única das Idéias transcendentes acessível por meio dos sentidos..."
Giovanni Reale

Assim subindo a escada da beleza do sensível ao inteligível.
Dos belos corpos às belas almas e belas atitudes, assim podemos vislumbrar daqui o Mundo das Idéias.

Carta VII - Platão

"Portanto, todo homem sério evita escrever coisas sérias para não abandoná-las à aversão e à incapacidade de compreensão dos homens."

Não é conveniente escrever sobre essas coisas que são exatamente as "maiores", porque os poucos que poderiam aproveitar-se de tal escrito são capazes de encontrar a verdade por si mesmos, com breves indicações que lhes são dadas na comunhão de vida e de pesquisa; ao contrário, mostra-se assaz prejudicial pelas reações que provocariam em numerosas pessoas que, não entendendo aquelas coisas, as ridicularizariam e desprezariam, ou ficariam cheios de presunção pensando ter entendido o que nenhuma maneira são capazes de entender.
Giovanni Reale
História da Filosofia Antiga
Platão

terça-feira, 25 de maio de 2010

O LADRÃO DE RAIOS

Percy Jackson está para ser expulso do colégio interno... de novo.
Aos 12 anos, esta é apenas uma das ameaças que pairam sobre este garoto, além dos efeitos da síndrome do déficit de atenção, da dislexia ... e das criaturas fantásticas e deuses do Monte Olimpo, que, ultimamente, parecem estar saindo dos livros de mitologia grega do colégio para a realidade. E, ao que tudo indica, estão aborrecidos com ele.

Pág. 19 – “Tenho milhares de momentos desse tipo – meu cérebro adormece ou algo assim e, quando me dou conta, vejo que perdi alguma coisa, como se uma peça do quebra-cabeça desaparecesse e me deixasse olhando para o espaço vazio atrás dela. O orientador da escola me disse que isso era parte do transtorno do déficit de atenção , era meu cérebro que interpretava tudo errado.”


O cérebro do disléxico processa as informações de modo diferente dos outros ditos normais.
É muito difícil para quem não convive com um disléxico entender.
Aparentemente uma pessoa normal, e às vezes até acima da média, que por outro lado pode também surpreender com erros muito básicos e incompatíveis com aquela inteligência toda.
Aí surge a questão, ele é inteligente ou burro, esforçado ou malandro, isto ou aquilo?
Nada disso ou melhor, tudo isso.

Ser - "esse"

O Ser de São Tomás de Aquino

essência + ser = ente (aquilo que é)

O conceito é universal, mas o que participa do ser é o indivíduo e o ato de ser é individual.
Os indivíduos não se reduzem ao conceito.
O indivíduo é a fonte, é o que observo e donde abstraio o conceito.
Mas tudo que está contido no indivíduo vai para além do que o conceito pode expressar.

Compreender é uma experiência pessoal, que envolve a vivência do indivíduo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Planando com as gaivotas

Estava diante da janela olhando a paisagem e vi o vento, ventava forte.
Algumas gaivotas planavam, mas como o vento era muito forte elas não se moviam, não saiam do lugar.
Fiquei olhando e percebi que as gaivotas não lutam contra o vento.
Elas abrem as asas ao máximo, recebem o vento no peito aberto e usam... planam... usam o que está de certa forma contra elas, ao seu favor.
Planar, não fazer esforço, apenas aceitar o que vem e aproveitar da melhor forma.
Suprema inteligência, não se abater, não cair, mas ir acima daquilo que poderia lhe fazer mal.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ter amigos

No livro O Banquete de Platão é comentada superioridade da amizade entre pessoas do mesmo sexo, pois esta é espiritual e não carnal.

Segue texto que recebi de uma amada amiga:

A amizade é o sentimento mais lindo de todos,
é muito mais do que um relacionamento homem mulher,
pois ultrapassa necessidades físicas
e passa a ter um carater muito mais respeitador,
de escolha livre,
de vontade de estar junto e compartilhar, dividir, ouvir, falar...

Obrigada amiga.

domingo, 25 de abril de 2010

O Curioso Caso de Benjamin Button


Para baixar o livro click na capa.
Assisti ao filme, inspirado por este livro, ontem e gostei muito.
Lembro que na época que o filme estava em cartaz no cinema ouvi comentários positivos e um muito negativo sobre o filme, hoje sei que a pessoa que fez o comentário negativo é que não tem a sensibilidade ou vivência necessária para extrair deste filme a maravilha que ele é.
Fitzgerald se inspira em um comentário de Mark Twain de que a vida deveria começar pela outra ponta para escrever o livro.
Vendo o filme percebi que é indiferente a "ponta" que se inicia a vida, mas a forma com que se encara a vida, pois na juventude ou na velhice temos limitações.
No decorrer de nossa vida podemos descobrir a eternidade de pessoas e momentos, mas o tempo gasto ou a idade não interfere nestas descobertas, pois para isso necessitamos de algo superior que não vem com o tempo, mas com o modo que vemos o que é existir.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Estudando O BANQUETE

www.LivrosGratis.net :O Banquete - Platão
Nome: O Banquete - Platão
Nome Original:
Autor: Platão
Gênero: Filosofia
Ano de Lançamento: n/a
Editora: n/a

Sinopse: Nele Platão narra uma orgia festiva na casa de Agaton. Estavam presentes a esse banquete, entre outras pessoas, Aristodemo, amigo e discípulo de Sócrates; Fedro, o jovem retórico; Pausânias; o médico Eriximaco; Aristófanes, o comediante que ridicularizava Sócrates e o político Alcibíades. Estava também presente o velho Sócrates.

Devido ao exagero cometido na festa do dia anterior, sobretudo o excesso de bebida, fatigara os convidados de Agaton. Pausânias propôs então que em lugar de beberem, ficassem ali a conversar, a discutir ou que cada um fizesse algo "diferente".

Essa proposta de Pausânias foi aceita por todos. Ao que Eriximaco acrescentou que se fizesse elogios a Eros, no qual os convidados deveriam fazer um discurso para louvar o amor, porém Sócrates, um dos presentes, resolve que antes de falar sobre o bem que o amor causa e seus frutos deveriam definir antes o que é o amor. Há uma passgem sobre o significado do amor. Sócrates é o mais importante dentre os homens presentes. Ele diz que na juventude foi iniciado na filosofia do amor por Diotima de Mantinea, que era uma sacerdotisa. Diotima lhe ensinou a genealogia do amor.

{ MandeiBem }
{ 4Shared }
{ MegaUpload }

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Superioridade?

Água e óleo ... não se misturam. Qual a razão para o fato? É a densidade destas matérias.
A água é mais densa e fica sob o óleo, que é menos denso e flutua na água.
Julgo a água mais pura que o óleo, talvez por seu aspecto ou composição.
O mais impuro não é o mais denso, não fica abaixo do puro.
Apesar da água ficar abaixo do óleo isso não a torna inferior em suas propriedades.
Água é princípio de vida, necessidade, base. Sacia a sede, refresca, limpa.
E o óleo que está "acima" da água, sob certo aspecto, só consegue sujar, poluir, impregnar.

terça-feira, 30 de março de 2010

Quão grande é o nosso universo

A professora indicou esse vídeo que está no You Tube para assistirmos.
http://www.youtube.com/watch?v=rzqSx5zOsGM
É realmente uma viagem. Pelo tempo e pelo... infinito.
Estudando o ilimitado de Anaximandro e assistindo a este vídeo, lembrei-me das palavras de Tomás de Aquino após a experiência mística que teve:


"Não posso mais. Tudo o que escrevi me parece palha perto do que vi ".

"Palha" é o termo consagrado a distinguir, conferindo os respectivos pesos, a essência da realidade do envoltório das palavras; as palavras não são a realidade, mas a designam e conduzem a ela. Como alcançara a realidade, Tomás tinha algum direito a se sentir distante das palavras, o que não significa, de modo algum, que considerasse sua obra destituída de valor. Ele simplesmente atingia o outro lado. http://www.aquinate.net/portal/Tomas/Vida/portal-tomas-vida-morte.htm

Diante de tudo isso ou desse todo, paro como Parmênides.

domingo, 28 de março de 2010

Estudando Anaximandro

Existe uma citação das palavras de Anaximandro feita por Simplício, o qual as retirou diretamente de Teofrasto:

"Pois donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção se gera secundo o necessário; pois concedem eles mesmos justiça e deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do tempo."

Comecei a estudá-lo para apresentação em uma disciplina e me apaixonei pela interpretação que é dada a estas palavras.
Em breve pretendo postar aqui meu estudo.

sábado, 13 de março de 2010

Genialidade

Já tinha escrito este post há algum tempo, mas hoje ao ler o SERMÃO SOBRE O CONHECIMENTO E A IGNORÂNCIA (Sermão 36 sobre o Cântico dos Cânticos) de Bernardo de Claraval (trad. Jean Lauand), que tem como título O CONHECIMENTO DAS LETRAS É BOM PARA A INSTRUÇÃO, MAS O CONHECIMENTO DA PRÓPRIA FRAQUEZA É MAIS ÚTIL PARA A SALVAÇÃO
no site que se segue
http://www.hottopos.com/mp4/gazali_mplus4.htm#serm
tive a inspiração necessária para publicá-lo.
Leia o sermão, antes ou despois de ler o post, mas não deixe de lê-lo, é maravilhoso.

Segue meu post:

O homem é o único ser possuidor da razão e esta o permite conhecer.
Para expressar o conhecimento adquirido, o homem criou um sistema de sinais e códigos, podendo assim registrar o que pensou e falou.
Cada povo tem uma língua e cada língua é escrita de forma diferente.
Cada gramática tem suas peculiaridades e com o passar do tempo vai mudando, muda tanto que o que era certo ontem já não o é hoje, e o incorreto de ontem corre o risco de ser a regra válida de amanhã.
Mesmo com a existência de uma gramática dita universal e todo o aparato particular de cada língua, nunca daremos conta de expressar ou de captar o ser em si, e se o captarmos não será com meras palavras que conseguiremos expressá-lo.
Algumas coisas apenas se expressam com gestos e atitudes.
Palavras mudam de significado conforme a entonação com que são pronunciadas.
A arte mesmo representando um drama é bela.
Gênio, este homem que compreende as matemáticas, as línguas e todas as ciências.
Gênio, este homem que usa sua razão para decorar regras estabelecidas que mudam.
Gênio, este homem tão pequeno quando comparado a imensidão do universo no qual está imerso.
Gênio que não sabe orar, não sabe perdoar, não saber se conter, não sabe respeitar ao próximo.
Lamentavelmente ignora sua finitude subindo no palco de sua arrogância, esquece que a vida de um homem é muito mais do que regras estabelecidas pelo próprio homem. E que todo este sistema de códigos não é apenas para que o conheçamos, mas para que possamos expressar o que está para muito além dele.
Este sistema é para nos ajudar, a nós que precisamos disto, a compreender o real sentido da existência, não apenas para que entendamos letras e números, pois estes não precisam ser entendidos.
Feliz o homem que compreende a existência ao contemplar a natureza que o cerca, a natureza da qual faz parte, sua própria natureza. Feliz, pois não precisa de bengalas (letras, números, acentos e reticências) para caminhar.
Este é para mim o grande gênio, aquele não precisa da vírgula e do acento para a vida caber por completo em um suspiro seu.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Abandonar coisas sem sentido...

"Abandonamos as nossas casas e muralhas por que não acreditamos que por umas coisas sem sentido devíamos nos sujeitar a escravidão.
Mas mesmo assim possuímos a pólis mais poderosa da Grécia, que são esses duzentos navios."
Temístocles

Esta frase teria sido deixada por Temistocles para os Persas que iam invadir a pólis que ele governava.
Ele acomodou os cidadãos em duzentos navios e preservou a integridade da comunidade.
Casas e muralhas não valiam a liberdade deles, pois escravos já não seriam donos destes.
Coisas sem sentido. O que seriam coisas sem sentido que nos levam a perder a nossa liberdade?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Analisar a patinação no gelo

Vancouver - 2010
Patinação no gelo feminina, percurso curto.
As patinadoras executam os movimentos com tanta leveza, que parece que é fácil.
Vendo, vôo nos seus pés, em seus braços, cabeça, sorriso, mente...
Perscruto. O que será que ela pensa neste momento da apresentação, será que ela pensa?
Ou apenas se lança no ritmo da música e da coreografia, já tão ensaiada que me parece que não ande sobre os pés, mas sempre patine, deslizando sobre o gelo. Será que é tão fácil assim?
Não, não, ao concluir a coreografia um sorriso revela o alívio de um: eu consegui!!
Se fosse fácil, esse grito não viria em seu olhar.
Não, definitivamente não é fácil. Controlar o próprio corpo daquele jeito com certeza não é fácil.
Exercer o controle da mente sobre o corpo para realizar movimentos tão leves que parecem ser naturais não é tarefa fácil.
Controlar o corpo com a mente, controlar o sensível com a razão.
Parece simples, mas não é.
Apesar disso, algumas pessoas conseguem, como essas meninas. E por isso merecem ouro, prata, bronze, nosso respeito e aplausos!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Compreender a dislexia

d b q p
lateralidade

Letras para alguns, para outros apenas um círculo onde ora um risco lateral está na direita abaixo ou acima, ora está na esquerda acima ou abaixo.
Para aqueles que estão conformados com a representação gráfica dos sons, nada mais natural do que escrever ou ler, mas para aqueles que não conseguem achar nenhuma conexão entre os sons e a grafia, isto se torna um suplício.
Antes eu não conseguia entender como pessoas tão capacitadas em outras áreas podiam ter dificuldades em uma coisa tão simples.
Agora não só compreendo como acho que a grande massa que entende e aceita a grafia é pouco questionadora, pois se muito fosse, também não concordaria que um determinado som é tal letra e sim que isso não passa de uma convenção humana, pois nenhum som é letra e sim as criamos para representá-los, o que não é um processo natural, e está longe de ser.
Com as letras representamos sons e com as palavras tentamos expressar nossos sentimentos...
Seria possível ignorar um sentimento por causa da grafia errada? Como um: eu te aboro!
Não consigo. Prefiro descobrir o que é aborar do que ignorar este esforço de expressar sentimentos em palavras.
Que ao meu ver são sempre poucas para explicar as coisas mais profundas da alma.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Esforço sistemático

De filmes, músicas, livros, paisagens, etc. eu absorvo alguma informação, algum exemplo, alguma explicação.
No filme Karatê Kid I, o professor de karatê quando começa a ensinar ao seu aluno, o coloca para fazer algumas tarefas que parecem que não têm nada a ver com karatê, lembra? Pinte a cerca, com a mão direita de cima para baixo e com a esquerda de baixo para cima, mexa com o pulso... Depois lixe o assoalho e encere o carro!!! Quem aguentaria? Para que eu estou fazendo isso? Eu quero é lutar karatê!!
É verdade, ao fazermos um esforço sistemático para alcançarmos um objetivo, às vezes nos perdemos por causa do esforço que leva o objetivo para um ponto inatingível.
Por exemplo: faço ginástica, consigo o tônus ou elasticidade desejados, mas não posso parar de fazer a ginástica, senão tudo volta a estaca zero!!
O objetivo tem que ser de grande importância, tem que trazer muito sentido, ter muito valor, para não ser abandonado no primeiro obstáculo, na primeira dor, ou por ignorância do que este esforço vai alcançar.
Jamais imaginaria que alguém pintando uma cerca, lixando o chão e encerando um carro poderia estar preparado para lutar karatê.
Algumas práticas nos levam a estar preparados, mas se o Mestre fosse ficar explicando o resultado, levaria provavelmente todo o tempo que temos para praticá-las, então devido a autoridade do Mestre, o inteligente é obedecer.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Buscando quem entenda o que penso

Tenho uma necessidade muito grande de falar sobre o que penso (ou escrever).
Conversando com um amigo, ele me perguntou se eu conhecia a poetisa Adélia Prado, e eu disse que não, então meu amigo copiou para mim uma entrevista dela, a qual ouvi hoje.

Para ouvir segue os links abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=sisSlTXY6bM
http://www.sempreumpapo.com.br/audiovideo/player.php?id=127

Ela fala da necessidade da Beleza. E a parte que mais gostei é quando ela diz:

"Admirar-se do extraordinário qualquer um (...) se admira, admirar-se do natural, só quem está cheio do Espírito Santo"
Obrigada Marcelo pela gravação!

Admirar as estrelas

Hoje estava caminhando pela rua e quando olhei para cima vi as velhas amigas estrelas, brilhando, cintilando no céu.
Tenho vontade de parar e olhar até o meu olhar tocá-las.
Vontade de estar no interior, onde não há toda essa luz, para poder ver as estrelas brilhando com hegemonia, concorrendo somente com a luz da lua.
Lá a gente vê a luz da lua tocando o chão, dá para ver até a nossa sombra.
Minha surpresa foi tanta ao ver minha sombra que achei que fosse minha imaginação, e urbana que sou, procurei de que poste vinha aquela luz, não acreditava que fosse da lua.


O céu de hoje me fez lembrar dessa noite, desse luar.

Lembro também a primeira vez que fui ao planetário... Decidi ser ser astrônoma... E as pessoas achavam coisa de maluco ou confundiam com astrologia, então, não estudei.

Mas sempre admirei as estrelas...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mais uma vez a Beleza, ou o Belo.

Em Confissões de santo Agostinho, que ainda estou lendo:

"..., porque as belezas que passam da alma para as mãos do artista procedem daquela Beleza que está acima das nossas almas e pela qual a minha alma suspira de dia e de noite.
.....Mas os artistas e amadores destas belezas externas tiram desta suma beleza apenas o critério para as apreciarem. Só não aprendem a regra para as usar bem!"

Não só a beleza criada pelo homem artisticamente, como também toda beleza natural, provem daquela Beleza e tem como objetivo nos fazer alcança-la, mas quando se torna meramente objeto de apreciação estética perde sua finalidade original.
Existem muitos meios para sermos homens homens, mas também os que nos podem tornar homens pedras.
É necessário discernir (o) Bem.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sermão da Sexagésima do PADRE ANTÔNIO VIEIRA

Li o Sermão que é sobre Lucas, 8, 11 (Semen est verbum Dei) - "Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus." Pregado na Capela Real, no ano de 1655.
 
De tudo me admirei. Muitos estudos inspira, mas transcrevo uma pequena parte.
 
"Porque como os Apóstolos iam pregar a todas as nações do Mundo, muitas delas bárbaras e incultas, haviam de achar os homens degenerados em todas as espécies de criaturas: haviam de achar homens homens, haviam de achar homens brutos, haviam de achar homens troncos, haviam de achar homens pedras. E quando os pregadores evangélicos vão pregar a toda a criatura, que se armem contra eles todas as criaturas?! Grande desgraça!"


Homens homens: racionais
Homens brutos: animais (percepção sensível)
Homens troncos: vegetais (princípio vegetativo)
Homens pedras: insensíveis pedras!

Todos estes graus fazem parte de um homem homem, mas pelo texto existem homens degenerados aos quais faltam alguns destes atributos. E de onde só podia se esperar razão, se acha o maior agravo, o mal. Pisaram-no.

Borboletas

Quando eu era criança, tive a oportunidade de observar a metamorfose das lagartas em borboletas.
Eram muitas lagartas que se arrastavam pesadamente pela parede do prédio onde eu morava, eu parava lá com o tempo infinito do meu universo infantil e olhava. Via aquelas criaturinhas tão feias e desajeitadas, depois de algum tempo no casulo, se transformando em borboletas.
UAU!! Daquelas coisinhas rastejantes e desprezíveis "nasciam" seres alados que alçavam o céu.
O encantamento foi tanto, que na escola quando a minha professora pediu que fizesse uma redação de tema livre, não perdi tempo, escrevi sobre uma lagartinha que vivia na floresta e era muito infeliz com seu "corpinho", mas depois...
Recordando deste fato, vejo que já naquela época tinha um espírito de investigação sobre a natureza, por sua força e beleza.
Com a internet posso pesquisar e constatar que este tipo de metamorfose é tema de livros e estudos, e simboliza até a necessidade que temos de mudança em nós mesmos.
Mas naquela época, eu captei direto da fonte, observando.
Tirei dez na redação, mas a professora não devolveu meu manuscrito. Ficou com ele, com minha inocente permissão.
Isso não importa mais...
O que importa é que percebo que isto tudo começou há muito tempo, e que a cada dia está mais claro. Quanto mais alto, melhor a visão.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Iceberg

Estava procurando a imagem de um iceberg para ilustrar uma postagem sobre o que escrevo e achei a imagem já com esta inscrição bem significativa para o assunto.
Paro, e fico pensando no acaso...
Quanto ao que escrevo, é apenas uma pequena parcela do caldeirão fervilhante de idéias e informações em minha mente, apenas uma parcela do que absorvo em minhas leituras e estudos, apenas uma parcela de mim.
Escrevo para expor o que me provoca e que também pode provocar algum sentimento nos que lêem, mas sei que, como li em Confissões de santo Agostinho, a beleza "...aparecendo a ambos do mesmo modo, para um é muda e para outro fala. Ou antes, fala a todos, mas somente a entendem aqueles que comparam a voz vinda de fora com a verdade interior."


"A profundidade de uma alma não é medida por aquilo que aparece na superfície"

domingo, 24 de janeiro de 2010

Salmo 117 - 16

A destra do Senhor fez brilhar o seu poder:

a destra do Senhor elevou-me.

Corrina, Corrina

Em uma das cenas deste filme, a babá leva a filha do patrão para seu outro trabalho, onde é faxineira, e a menina ao polir os metais pergunta para a babá:
- Você não acha fantástico fazer as coisas brilharem?
E a babá responde:
- No meu caso, digamos que a emoção passou.


A emoção passou, ela diz, e eu penso... é, a emoção das primeiras vezes passa, que pena!
Nem o brilho dos metais conseguido pelo esforço de polir faz com que a emoção continue, o foco sai do brilho e vai para o esforço.
O que fará este esforço valer a pena se o que obtenho com ele não me satisfaz mais?
Não me satisfaz, e se eu não polir, o metal perde seu valor.
Ele é feito para brilhar, mas para isto, tem que ser polido sempre para ser retirada a sujeira, retirar aquilo que parece que faz parte do metal, toda inconformidade que o impede de brilhar.
Em outra cena do filme, em que o avô da menina falece, esta canta com a avó a seguinte música:
This little light of mine
I'm gonna let it shine
Let it shine, let it shine, let it shine
All down the world
I'm gonna let it shine

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Uma pausa para o café...

Estava eu entre meus livros, anotações e pensamentos, quando alguém me ofereceu um café. De imediato aceitei.
O convite para o café me levou a parar para recebê-lo.
O cheiro, a imagem. Fiquei olhando, não bastasse, fotografei.
Eis aí, meu cafezinho...
Uma pausa é sempre necessária, mas após a pausa, recomeçamos.
Após as férias é hora de colocar as coisas em ordem para pouco a pouco retomar o ritmo frenético da normalidade do meu dia-a-dia.
Voltar ao trabalho, à minha faculdade, aos estudos com meu filho, às ingratas tarefas domésticas, à dolorosa ginástica, etc.
Colocar em ordem, mas que ordem?
A ordem que está dentro da minha cabeça, ou a que as próprias coisas impõe? Será que tem receita? Talvez sim, talvez não.
Mas quando se tem uma ordem fica mais fácil controlar os horários, encontrar objetos e até mesmo pensar.
Dá uma sensação de que está tudo sob nosso controle, até que...
acontece um imprevisto, alguém nos interrompe e fala: - Aceita um café?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Agente Triplo

Até onde vai a obstinação humana?
O que impulsiona um ser humano a agir desta forma, sem nenhum amor à própria vida?
Correndo os mais altos riscos para realizar uma "tarefa".
O que para este ser está acima de tudo e de todos?
No que ele acredita? O que ele conhece? O que ele tem como verdade?

Lamentável que a inteligência tenha cometido tantos erros e permitido que tal fato acontecesse.
Rede de mentiras, a realidade inspira a arte ou a arte inspirou a realidade a mostrar que as coisas podem ser bem diferentes do que na arte?
Mexer com as idéias me parece algo bem perigoso. Afinal não sabemos o que está no interior dos outros.
Ou por termos tanto amor a vida, medo da morte, não entendemos o que é não ter a morte como obstáculo.

Para ler a notícia que comento acesse o site abaixo:
http://veja.abril.com.br/130110/agente-triplo-jihad-p-090.shtml

Os santos mártires também agiam assim, davam a vida pela fé.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Lendo o Espírito da Filosofia Medieval

Quanto mais estudo, mais fundamento a minha fé, e não consigo realmente entender como o saber pode afastar alguém da fé, de Deus, da religião, do auto-domínio, etc. Fazer com tenha necessidade de explicação para tudo, ou que tenha uma explicação puramente racional das coisas. Não consigo entender como algúem acredita no que consegue pensar por si só, mas não consegue acreditar no que é revelado por Deus. O que é revelado não somente na Bíblia, mas em nosso cotidiano, em nossa vida. A todo momento acontecem coisas, coisas que por vezes não conseguimos entender, para nos mostrar o caminho, a direção, o sentido, mas mesmo assim... muitas pessoas não acreditam.
Muitos são convidados, mas poucos são os escolhidos.
Gostaria muito de conseguir descrever a minha emoção ao ler o trecho que transcrevo abaixo.

"De um lado, o filósofo puro e simples, que dispõe apenas da sua razão e quer descobrir a verdade por suas próprias forças: todo o seu trabalho leva apenas a apreender um minúsculo fragmento da verdade total, imersa numa massa de erros contraditórios de que ele é incapaz de separá-la.  De outro lado, o filósofo cristão: sua lhe dá a posse de uma critério, de uma regra de juízo, de um princípio de dicernimento e de seleção, que lhe possibilitam tornar a verdade racional a si mesma, libertando-a do erro em que ela se embaraça. Solus potest scire qui fecit, diz Lactâncio. Deus, que tudo faz, tudo sabe. Sigamo-lo, se ele nos ensinar.  Entre a incerteza de uma razão sem guia e a certeza de uma razão dirigida, ele não hesita um instante, como tampouco hesitará, depois dele, santo Agostinho."
Étienne Gilson - O Espírito da Filosofia Medieval, p 39

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Voar

Elevar-me
Subir bem alto, ir além
Ultrapassar limites
Superar barreiras
Contemplar do alto as nuvens
Ver que lá em cima
Depois da tempestade
O Sol brilha como sempre
Acreditar que vale muito a pena viver.
Que estamos aqui, mas devemos buscar o que é mais elevado, espiritual.
O sentido...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estudar a Bíblia

O JOIO E O TRIGO
24. Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.
25. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.
26. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
27. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28. Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos?
29. - Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.
30. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.
Mateus 13, 24-29
Neste versículo encontrei uma bela fonte da explicação de São Tomás de Aquino sobre a coexistência do bem e do mal. Eliminando o que é mau, arrisca-se a eliminar o que é bom, por isso Deus permite que exista o mau, para poupar o que é bom.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Olhando a natureza...

REPRESA CAIGUAVA

Esta represa submergiu uma olaria a qual tinha uma longa chaminé, esta da foto.
A finalidade da chaminé é jogar ao ar a fumaça produzida.
E neste caso, a natureza quis que brotasse uma árvore, bem lá de seu cume, de onde um dia já saiu fumaça.
Colocando na chaminé uma personalidade humana, imagino que esta poderia ter pensado: eu sou feita para expelir fumaça e nunca vou fazer outra coisa, pois sou assim, feita para isso, nada me fará mudar!
Mas não era esse seu "destino", pois para sua vida uma grande mudança estava reservada, mudar daquilo que expele fumaça, para aquilo que expele oxigênio.
Maravilhas da natureza. Maravilhas de Deus.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O que em mim provocou estudar FILOSOFIA

Esta minha incessante necessidade de conhecer, experimentar, vivenciar...
Hoje mergulhei em águas cristalinas...
Mergulhei... Depois de algumas adequações necessárias,
fomos descendo até alcançar os nove metros de profundidade,
parecia que eu já tinha estado lá, tantos desenhos e filmes...
Mas foi real: eu estive lá (estou), vi tantas belezas.
A luminosidade lá no fundo é indescritível.
Toquei o casco de uma tartaruga que dormia e nadei atrás de outra.
Que sensação de integração com o ambiente, por vezes esquecia de respirar...
E sentia o coração palpitar ao perceber que estava abaixo de um cardume.
Fantástico, inesquecível!
Experimentar este mergulho foi uma das mais maravilhosas sensações que já tive em minha vida.
Blurp... blurp... blurp... queria ficar lá... fiquei!

Foto do site http://www.tubaraorio.com.br/ empresa pela qual fiz o mergulho.