quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Poesia: desconstrução do olhar

Dia desses estudando com meu filho, me deparo com o título acima, sem ler os textos comecei a explicar o que seria desconstruir o olhar.
Olhei para janela e mostrei que podemos parar no objeto ou irmos mostrando o que ele está representando para nós naquele momento. Por exemplo uma janela com grades pode nos fazer pensar que estamos presos, mas se levarmos em consideração que o olhar pode sair por entre as grades, a janela é onde contemplamos tudo que passa lá fora.
Quando li os textos do capítulo é que fiquei mais admirada... era sobre isso mesmo que eles falavam.
Um dos textos é Desobjeto de Manoel de Barros, o outro é Guardar de Antônio Cícero e o que eu mais gostei foi o A complicada arte de ver de Rubem Alves. Este último conta sobre uma paciente no psicanalista falando da mudança do seu olhar em relação à cebola, de alimento para obra de arte, ao que ele responde com um poema de Pablo Neruda, Ode à cebola. E justifica que ela não estava louca, mas que havia ganho olhos de poeta.
Não creio que seja correto dizer que os olhos do filósofo são de poeta, mas com certeza o olhar do filósofo vai além do olhar automatizado, além do olhar acostumado com a realidade.

Um comentário:

  1. Aprender a olhar é uma arte... eu aprendi a olhar pra vc.. e vc pra mim... a lição não termina pois a cada dia novos olhares lanço sobre vc... amiga querida!

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