domingo, 27 de dezembro de 2009

A CRIAÇÃO NÃO É UM MITO Outubro / 2007

MÓDULO 13: “A CRIAÇÃO NÃO É UM MITO”



Este capítulo aborda a relação entre ciência e a fé, aqueles que pela ciência chegam ao ateísmo e aqueles que pela mesma ciência aumentam a sua fé. O desenvolvimento da ciência que revela a existência de um macrocosmo e um microcosmo muito complexo e autônomo como o DNA.
A seguir exponho o pensamento de cientistas, filósofos, pessoas comuns, ateus e cristãos no decorrer dos tempos sobre estes temas.
As relações entre a ciência e a fé nem sempre foram claramente entendidas, principalmente nos séculos XIX e XX. Na década de 70 os cientistas russos julgavam estar dando o golpe final à Religião: “O progresso da Ciência liquidará definitivamente a fé religiosa”.
Ainda hoje temos autores como Richard Dawkins, cientista britânico que afirma que “Afastar-se da religião é avanço civilizatório” tendo escrito os livros “O Gene Egoísta” 1976, no qual reduz o ser humano a um punhado de genes interessados na própria reprodução, e “Deus, um delírio” 2007 onde faz um confronto clássico entre ciência e religião e pretende fazer com que os ateus “saiam do armário”.
Há também os filósofos ateus da “morte de Deus”: Fuerbach; Sartre, Shoppenhauer, Marx, Engels, Nietzche.
Seja ofensivo ou defensivo, há várias razões porque o ateísmo é inadequado como um sistema racional. Primeiro, o ateísmo não pode explicar satisfatoriamente a existência do mundo. Como todas as coisas, o mundo em que vivemos clama por uma explicação. O ateu, no entanto, é incapaz de proporcionar uma consistente. Se ele defende que o mundo é eterno, então vai contra a ciência moderna que mostra que o Universo teve princípio e está se deteriorando. Se afirma que o Universo teve um princípio, então deve considerar o que o causou. O ateu não pode logicamente provar a inexistência de Deus. Ateus eminentes como Gordon Stein e Carl Sagan tem admitido que a existência de Deus não pode ser refutada.
A ciência sabe que é incapaz de responder as perguntas fundamentais do homem: donde venho? Para onde vou? Qual o sentido do meu trabalho, da minha luta, da minha morte? Qual o sentido do universo, da vida, do homem? Por que isso tudo existe? O cientificismo se esvai. E a Filosofia ajuda a entender os mistérios, mas não dispensa a fé.
Mas muitos cientistas, em todos os tempos, se curvaram humildemente diante do Criador: Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johann Keppler, Isaac Newton...
Louis Pasteur, da Sourbone, cristão convicto, dizia que “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus”.
Arthur Eddington (1882-1946) – físico e astrônomo dizia que “nenhum inventor do ateísmo foi pesquisador da natureza”.
Aristóteles (384 –322) não foi apenas o último grande filósofo grego; foi também o primeiro grande biólogo da Europa, que estudando a natureza, descobriu princípios que São Tomás de Aquino se utilizou para provar a existência de Deus.
1) O móvel é movido, em última instância por um motor imóvel;
2) As causas com efeito segundo a existência, em última instância são causadas por uma causa não causada;
3) O que não é necessário e contudo existe, em última instância existe por obra do necessário;
4) O mais e o menos se dizem de diversos atributos enquanto se aproximam de um máximo;
5) Os seres sem conhecimento não tendem ao fim senão dirigidos do exterior por um ente conhecedor e inteligente
As descobertas mais fantásticas da ciência sejam, no macro ou no micro cosmos, estão em sintonia com a fé corretamente vivida.
Diante dessas novas e grandiosas descobertas, a Ciência da década de 70 afirma que todo ser vivo realiza seu próprio projeto. Primeiro existe o projeto, vem a seguir a programação gravada em fita DNA e por fim há ser vivo.
Galileu Galilei já havia dito ser o universo escrito em caracteres matemáticos. Durante certo tempo vigorou entre os cientistas esta visão acerca da linguagem divina. Atualmente, o biólogo americano Francis Collins, um dos cientistas mais notáveis da atualidade, vê no DNA a linguagem que Deus utilizou para fazer o homem. Collins defende a idéia de que a investigação do mundo natural não impede a profissão de fé religiosa. “As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas são incompatíveis, mas complementares”.
O DNA é o plano de vida para cada célula de seu “nascimento” até a sua “morte”, Deus tem um plano para vida de cada um, com a diferença de que nós, seres humanos, temos o livre arbítrio, podendo escolher entre fazer o bem e o mal.
O corpo é formado por milhões de células que cooperam entre si para existência deste corpo, tal qual devemos agir como humanidade para que o nosso “organismo” universal não morra.
Somos resultados de nossos hábitos, e estes são sustentados pelas crenças que temos. E dentre elas, creiam, a mais fundamental é a de que todos independente, de raça, sexo, classe social, credo religioso, somos partes desta engrenagem fantástica chamada “humanidade” e que, antes de competidores, somos parceiros nesta empreitada na Terra. (Abner Muniz Telles – Advogado)
Bibliografia:
www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=49516
www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESCOLA&id=esc0059A
http://www.aquinate.net/p-web/portal-caleidoscopio/Ciencia-e-fe/Ciencia-e-fe-5-edicao/ciencia-dna.html
Apostila do Curso de Antropologia Teológica (Criação e Pecado) - Pe Estevão Tavares Bettencourt OSB - Escola “Mater Ecclesiae” - 1997
O Mundo de Sofia – Romance da História da Filosofia – Jostein Gaarder – Cia das Letras – 1995
Jornal Palmares Administração de Condomínio – maio / 2007
www.ribojf.vilabol.uol.com.br/ciencia.htm
www.logoshp.6te.net/ttpateus.htm
Este é um trabalho que apresentei quando cursava a Mater Ecclesiae, neste descobri o que desejava estudar, mas quando comentava que iria estudar Filosofia, as pessoas diziam que isso era "coisa de maluco" e que eu tomasse cuidado para não me afastar da fé, da religião.
Mas ao contrário, este estudo só veio a fundamentar meus valores religiosos, os quais seguia pela fé, agora os sigo também pela razão. Creio cada vez mais na Providência Divina.

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