
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro, a real tragédia da vida é quando o homem tem medo da luz"
Platão
Minha redação:
Uma criança ainda não tem certas noções, ainda está aprendendo, preserva uma certa inocência. Ela tem uma curiosidade natural de conhecer o mundo que a cerca, tudo que se revela diante dela torna-se um objeto de especulação.
No escuro não podemos ver o mundo, nem conhecê-lo, mas a curiosidade infantil continua a querer saber o que está lá, o que o escuro esconde, então é onde a fértil imaginação de uma criança começa a criar coisas das sombras e nasce o medo do desconhecido que o escuro oculta.
Fácil perdoar este medo cuja fonte é a inocência.
Mas as crianças crescem e aprendem dentre tantas coisas que ao ser apagada a luz as coisas permanecem as mesmas, apenas não podem ser vistas, então o escuro passa a ter uma utilidade, ocultar o que não se quer mostrar. Estas crianças grandes têm medo de revelar algo, então o grande vilão da história passa a ser a luz que mostra e chama a responsabilidade.
Medo da luz, medo do que revela e mostra, medo daquilo que não se quer ver. Medo de estar sujo, medo de mostrar a sujeira, medo de ver-se.
A criança tem medo inocente do desconhecido que se oculta no escuro, já o homem, medo do que sabe que a luz pode revelar. E este prefere esconder do que conhecer-se e saber que é necessário mudar para poder estar na luz e sem medo do escuro, por que no escuro as coisas não mudam, apenas não são vistas.
Trabalho apresentado na Faculdade de Filosofia - 2009.2
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