
"Quando queremos lutar contra as monstruosidades que existem no mundo, devemos tomar o máximo cuidado para que nós mesmos não nos tornemos montros"
Nietzsche
Minha redação:
Algumas pessoas justificam suas atitudes em relação ao próximo com frases prontas como: "foi ele quem começou", "só estou me defendendo", "dou um boi para não entrar na briga, mas dou uma boiada para não sair", "eu é quem tenho a razão, não vou dar o braço a torcer", "quando um não quer, dois não brigam", e por aí vai... É a política da reação, as pessoas não pensam, não ponderam, nem se quer consideram, reagem apenas, como se fossem seres não pensantes.
Afinal de contas aonde vai para esse mundo onde vivemos? Parece que não existe mais respeito!?
Tudo isso começa de pequenos gestos e de pequenas atitudes, observemos isto em um universo menor, a relação de um casal, por exemplo. Recém casados, ela quer que as coisas funcionem como ela sempre sonhou, e ele quer como ele sonhou, será que os sonhos são os mesmos? Daí uma série de maus entendidos podem acontecer, uma pequena coisa fora do lugar por descuido pode ser interpretado como implicância, e assim interpretado pode ser respondido com um eu não faço o seu café, e depois com eu não carrego sua bolsa e até um eu não preciso de você. Se o que o outro fez foi uma "mostruosidade", como você vai corrigir ou diminuir este erro? Agindo igual ao que está agindo errado? Defender o certo, não é defender a si próprio. Às vezes a defesa da conduta certa nos faz abaixar a cabeça e não levantar a voz. Não sou eu quem precisa aparecer, mas sim ela, a verdade.
Se quando vejo que o que o outro faz não é correto e ajo igual a este para me "defender", o que está acontecendo é que eu permiti ser contaminado pelo mal que estava fora de mim, não soube impedir que esse mal se alastrasse o que seria meu objetivo e o pior, estou contribuindo para o aumento do proceder incorreto.
Temos um dom que devemos saber usar, é a nossa inteligência, que deve ser usada para termos cautela na hora de decidirmos nossas atitudes perante ao outro, por que se a minha intenção é corrigir algo errado, tenho que medir bem as atitudes para saber que fruto vou colher delas, se vou conseguir atingir o objetivo e se não vou me ferir.
De nada serve gerar reação em cima de reação se não sabe como as coisas ficaram como estão, onde tudo começou. Melhor é parar, pensar, ouvir todas as "vozes" orientadoras do nosso ser, descobrir o alvo e aí sim atirar uma flecha certeira, não importa se tenho que prostrar-me ou subir num palanque e gritar, o importante é tentar defender a manutenção de atitudes do que seja bom, sem nos tornarmos "monstros" para isso.
Trabalho apresentado em disciplina na Faculdade de Filosofia - 2009.2
Nenhum comentário:
Postar um comentário